Lei proíbe que igreja receba doações em dinheiro

Lei proíbe que igreja receba doações em dinheiro

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Por Thiago Schadeck,

Está em tramitação uma lei que proíbe igrejas de receberem doações em dinheiro. A partir da data de sanção, nenhuma igreja mais poderá aceitar dinheiro dos fiéis, sob o risco de multa e se reincidir, ter o alvará caçado e seu salão lacrado. Havendo violação do lacre, o pastor será preso.
Mas se a igreja precisa de dinheiro para se manter aberta, como então isso será possível? O texto da lei propõe algumas formas:

Salão / Templo: Se a denominação não tiver templo próprio, que algum membro ceda o espaço. Caso não seja possível e haja real necessidade de alugá-lo, que os membros dividam o pagamento e quando o valor total for atingido, não se arrecade nem um centavo a mais.

Contas de água, luz e demais tributos: que mensalmente, em um dia combinado com todos os membros, sejam apresentadas à toda congregação as contas que devem ser pagas naquele mês e que os membros se organizem para pagá-las. Da mesma forma que o aluguel, deve-se arrecadar apenas o valor exato para o pagamento, sujeitando o pastor às mesmas penas, em caso de descumprimento.

Outras despesas específicas: Havendo necessidade de reparo no templo ou algo similar, o pastor deve apresentar à igreja quais são as necessidades tanto de material quanto de mão de obra. Os membros devem organizar-se para comprar os materiais e, se puderem, oferecer a mão de obra, caso não haja ninguém qualificado para o trabalho na igreja, que seja contratado um profissional, desde que o pagamento seja feito pelos membros que assim desejarem e pagos diretamente ao profissional. Deverá ser registrado um contrato, de forma que seja possivel auditar os pagamentos aos profissionais.

Salário do pastor: Deverá ser votado pela igreja se o pastor receberá salário ou não. O voto deve ser secreto. Caso a igreja entenda que o pastor deverá receber salário, ele deverá cumprir a jornada diária de no mínimo 6 horas, de segunda a sexta.
O salário do pastor deve ser entre um e três salários mínimos vigentes, tendo o pastor direito optar pelo não recebimento. Se a opção for em recebê-lo, o pastor fica proibido de exercer qualquer outra atividade remunerada.

Claro que esse projeto de lei não existe, mas poderia trazer alguns ganhos à igreja:

1- Os pastores poderão provar que realmente crêem no sustento de Deus e colocar o seu chamado à prova, visto que viveria o que prega.

2- Ficaria nítido a todos quem prega o Evangelho por amor e quem o faz por interesse e ganância.

3- Os membros não seriam explorados em nome de um deus que exige sacrifícios financeiros e que quando não cumpre o prometido coloca a culpa na suposta falta de fé do fiel.

4- Teriamos uma redução drastica na quantidade de igrejas no Brasil, mas as que ficassem abertas teriam responsabilidade e respeito na relação com o dinheiro de seus membros.

Infelizmente a nossa realidade é muito diferente dessa proposta!

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