Eu te amaldiçoo em nome de “jesus”

Eu te amaldiçoo em nome de “jesus”

Por Thiago Schadeck

A paz do Senhor!

Como temos visto pessoas sendo amaldiçoadas supostamente em nome de Jesus, por líderes que acreditam ter esse poder.
Há um tempo, Malafaia chamou àqueles que criticam sua teologia da prosperidade de filhos do Diabo e os amaldiçoou sem qualquer problema. Recentemente foi a vez de Agenor Duque pedir para Deus colocar na balança ele e seus acusadores (caberia uma piada de mau gosto, mas vou me abster) e hoje Thalles Roberto pede juizo de Deus e fogo sob a Parada Gay. Isso porque fizeram uma sátira da morte de Cristo com um transexual crucificado.
Não concordo com a atitude da militância gay, mas também não concordo com essa mania de amaldiçoar a todos que discordam de mim. Pior ainda, quando a critica tem fundamento. Malafaia foi criticado por estuprar financeiramente as pessoas, supostamente por uma revelação divina. Agenor Duque é criticado pelos mesmos motivos do Malafaia e com o plus de ter mais macumba que evangelho em seus “cultos”. Pasmem, mas os gays só passaram a ofender os evangélicos depois que começaram a ser atacados em programas de televisão gospel  (olha o Malafaia ai de novo, gente!!!) e pregado o ódio contra eles.
Mas como o ponto aqui não é o ataque que os líderes sofrem e sim a sua reação a esses ataques, fica cada vez mais claro que esses homens não tem em si o caráter de Cristo e nem o fruto do Espírito  (pelos frutos os conhecerão), principalmente o do domínio próprio.
A nossa geração não sabe responder com mansidão o motivo de nossa esperança   (1 Pedro 3:15). Queremos que a ira de Deus consuma nossos inimigos e que vejam Deus nos exaltar. Só esquecemos que se a ira de Deus fosse derramada sobre os pecadores, seriamos fulminados também porque todos temos pecados (1 João 1:8). Precisamos mostrar quão grande é o poder do nosso Deus, que cura câncer, AIDS, ressucita mortos, mas que parece não resolver problemas de caráter. Queremos que Deus mande fogo nos profetas de Baal como fez com Elias, mas não queremos colocar o dedo na cara de Jesabel e corrigí-la de seus pecados. Queremos profetizar, mas não queremos ser como João Batista que perdeu a cabeça por pregar o Evangelho, ou como Estêvão que morreu por ter coragem de enfrentar os religiosos e seu ódio  (nada muito diferente de hoje).
Quando Jesus manda amar ao próximo, ele não se referia aos crentes, pois esses são nossos irmãos. O nosso próximo são aques que ainda não conhecem ao nosso Deus.
Jesus, quando esteve aqui na terra sofreu as piores afrontas que alguém poderia sofrer, inclusiver como agressão física, moral e sua morte. O apóstolo Paulo vivia mais preso que livre por pregar o Evangelho, apanhou, foi traído e humilhado, mas não amaldiçoou seus perseguidores. Exceto João,  todos os apóstolos foram mortos e nenhum amaldiçoou seus assassinos.
Mas nós somos diferentes, somos a geração gospel, que se acha a última bolacha do pacote e que Deus é obrigado a nos obedecer e exterminar a qualquer um que se puser em nosso caminho. Esquecemos apenas que Deus é soberano e nada foge ao seu controle. O Diabo só age até onde Deus permitir, vide a história de Jó.
Que aprendamos com o Mestrea apanhar em uma face e dar a outra. A nos humilharmos e reconhecermos que ainda temos ódio, mágoas e incertezas em nossos corações.

Que Deus nos abençoe e haja em nós um espírito pacificador.

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