A morte do cristão é a sua ida para a casa

A morte do cristão é a sua ida para a casa

Ida para as mansões celestiais

Por Thiago Schadeck

Hoje acordei com a notícia da morte de uma irmã da igreja, ela estava com um câncer no pulmão e foi acometida de um AVC. Estava internada há alguns dias e pela manhã não resistiu e faleceu.

Fiquei pensativo à respeito da morte. Apesar de ela, ainda que indiretamente, fazer parte de nossas vidas, ninguém está preparado para enfrentá-la. Não queremos que nossos entes queridos partam. O ser humano tem em si o desejo pela eternidade:

“Tudo fez formoso em seu tempo; também pôs na mente do homem a idéia da eternidade, se bem que este não possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até o fim. (Eclesiastes 3:11)”

O próprio Deus colocou em nós esse desejo pela eternidade. Isso porque não fomos criados para a morte, mas para a vida. No Éden, Adão e Eva tinham vida plena, comunhão diária com o próprio Deus, mas preferiram o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, logo, preferiram a morte. O desejo de ser semelhante a Deus nos trouxe a morte, mas Deus se fazendo homem nos devolveu a vida.

Esse cenário de medo da morte muda, ou pelo menos ameniza, quando conhecemos a Deus, pois sabemos o que nos espera “do outro lado”. Sabemos que para um cristão a morte não é um fim, mas o início da verdadeira Vida. É o encontro com o Pai. Tal como na parábola do filho pródigo, estamos aqui na terra, errantes, acertando e falhando, sendo aperfeiçoados para passarmos a eternidade ao lado de Deus. Um dia o encontraremos, ele nos dará as novas vestes e haverá uma grande festa, as bodas do cordeiro. O casamento entre Cristo e a Igreja!

Hoje só temos a possibilidade da vida eterna porque Jesus morreu na cruz. Só conhecemos o Evangelho porque milhares de pessoas morreram afim de defendê-lo. Se essas pessoas não tiveram medo em colocar suas vidas como pagamento, é porque tinham certeza que algo muito melhor nos estava reservado. Dos doze apostolos de Jesus, onze morreram através do martírio e João passou seus últimos dias preso na ilha de Patmos. Ninguém suportaria tal sofrimento se não tivesse certeza que após ele viria o conforto dos braços do Pai.

O apóstolo Paulo tinha tanta certeza que havia algo maior o esperando na eternidade, que já não sabia mais se queria viver ou preferia partir a ir com Cristo:
“Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro. Mas, se o viver na carne resultar para mim em fruto do meu trabalho, não sei então o que hei de escolher. Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor; todavia, por causa de vós, julgo mais necessário permanecer na carne. (Filipenses 1:21-24)

Paulo não temia a morte, pois sabia que ao findar sua vida terrena, seria recebido por Cristo na glória. Só considerava a sua vida importante para a propagação da mensagem do Evangelho. Ele estava ansioso em poder encontrar seu Salvador, aquele a quem antes perseguia, agora é a sua esperança.

Já no final de sua vida, provavelmente pouco antes de ser decaptado, Paulo escreve à Timóteo, seu filho na fé e deixa claro que sua missão aqui na terra havia acabado e tinha esperança que a coroa da glória já lhe estava reservada. A morte seria apenas um portal para o encontro glorioso com Cristo.

“Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda. (2 Timóteo 4:7-8)”

É como se Paulo estivesse prestando contas de seu ministério: tudo o que fui ordenado, fiz. Agora parto para receber a recompensa! Essa deve ser a mentalidade do cristão, tudo o que fazemos aqui está sendo visto por Deus e Ele nos recompensará no fim de tudo.

O salmista disse que “Preciosa é à vista do Senhor a morte dos seus santos. (Salmos 116:15)”, porque é a volta dos filhos à casa do Pai. É o encontro do Pai com seus filhos amados.

Para finalizar, deixo o trecho do hino “Porque Ele Vive”, que vem ecoando em minha mente:

E quando, enfim, chegar a hora em que a morte enfrentarei.
Sem medo, então, terei vitória:
Verei na Glória ao meu Jesus que vivo está.
Porque Ele vive, posso crer no amanhã.
Porque Ele vive, temor não há.
Mas eu bem sei, eu sei que a minha vida
Está nas mãos do meu Jesus, que vivo está.

Que nossa esperança esteja apenas em Cristo, o Rei da Glória!

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