A cultura do estupro e a cultura do Reino

A cultura do estupro e a cultura do Reino

Por Thiago Schadeck
[caption id="" align="aligncenter" width="475" caption="Estupro coletivo, cultura do estupro e cultura do Reino"]image[/caption]

*CULTURA DO ESTUPRO:
Nos últimos dias a internet foi tomada por fotos de perfil com filtros “pelo fim da cultura do estupro”. Isso se deu depois que uma garota carioca, após ter seu vídeo íntimo divulgado nas redes sociais, quatro dias depois de supostamente – ainda não foi provado – ter sido estuprada por 33 homens.
Dado esse fato lamentável, as feministas se mobilizaram e causaram um reboliço na internet. Segundo elas, todos os homens são potenciais estupradores e que a nossa cultura patriarcal induz a isso. O argumento de defesa que utilizam é simples: toda mulher é vulnerável e todo homem tem um monstro adormecido em si. Duas mentiras!
Esse movimento não quer proteger a mulher ou até mesmo empoderá-la, elas querem, na verdade, impor seu estilo de vida e pensamento. Defendem que a mulher deve ser livre para fazer o que quiser de sua vida, mas se for “bela, recatada e do lar” será duramente criticada pelas feminazzis. Lutam pela liberdade sexual da mulher, desde que ela não queira se casar virgem e ter apenas um companheiro para a vida toda.
A cultura do estupro nada mais é que um movimento articulado para colocar as mulheres numa posição aparente de poder, mas que no fim das contas as amarra a uma ideologia que apesar de feminista, tira todo o feminismo das mulheres.
Se as feministas realmente quisessem proteger as mulheres, lutariam por prisão perpétua, castração química e até pena de morte para estupradores ou porte de armas para as mulheres.
Se o movimento feminista realmente estivesse preocupado em educar as pessoas, estariam fazendo palestras em escolas e comunidades carentes para falar acerca de respeito ao próximo e suas escolhas e não textões no Facebook e protestos mostrando os seios por aí.

*CULTURA DO REINO
Nós, cristãos, temos falhado muito também. Não adianta jogar toda a culpa nas costas dos outros, a síndrome de Adão. Sempre foi “a mulher que Tu me deste” e nunca a minha irresponsabilidade. Há séculos a igreja evangélica tem sofrido uma acentuada queda moral e espiritual. Isso fica muito claro quando vemos, aqui no Brasil, líderes religiosos se empodeirando e criando em torno de si uma redoma que o torna intocável e acima do bem e do mal. Com isso, ganham um aval para fazer o que quiserem sob o pretexto de serem a voz de Deus na terra.
Como profetizou Jesus nos últimos dias o amor de muitos têm se esfriado. E esse esfriamento atingiu em cheio a igreja evangélica. Nos enclausuramos em nosso gueto e ali ficamos em nossa zona de conforto,  totalmente alheios ao sofrimento no mundo – inclusive dos próprios cristãos no Oriente Médio.
Nos esquecemos que Cristo, quando esteve aqui na terra, implantou seu Reino e nossa missão é sinalizá-lo. Ele ordenou que os discípulos anunciassem que é chegado o Reino dos céus. Mas a chagada do Reino não pode de forma alguma passar desapercebido, se isso acontecer é porque não era o Reino de Deus, mas um reino genérico. Por onde Jesus e seus discípulos passaram, houve transformação de vidas.
A igreja precisa relembrar que sua missão primordial é anunciar a salvação aos perdidos e não entregar supostas bênçãos de Deus – invariavelmente materiais. Ela precisa retomar suas funções de sal e luz urgente. A igreja precisa ser um lugar onde as pessoas encontrarão o refúgio que Cristo pode dar.
Imagine se os 50 milhões de evangélicos brasileiros decidissem ser como Cristo foi. Se a dor de nosso próximo doesse em nós, assim como dói quando criticam nosso líder. Se educássemos as crianças para serem cidadãos melhores como educamos os membros de nossa igreja a serem crentes domingueiros que fazem de sua ida a igreja o cumprimento de uma obrigação.
Está na hora de a igreja arregaçar as mangas e se envolver com os problemas da região em que está localizada para ajudar a resolvê-los. Precisamos ser aqueles que trazem a paz e não a guerra àqueles que sofrem. Em vez de culpar o drogado, trazer a ele a consciência de que aquilo acabará com aua vida. Mostrar à prostituta que ela ficará velha, seu corpo não será mais atraente e não poderá mais tirar dele o seu sustento, ajudando a se profissionalizar em uma atividade descente e etc.
É chegado o tempo de a igreja atrair as pessoas pela mensagem da Cruz e não dos benefícios de ser crente. De sair das quatro paredes e invadir o mundo anunciando o Reino de Justiça e Paz!

A conclusão que chego é triste: tanto as feministas quanto a igreja, em sua maior parte, não está cumprindo o seu papel básico. Em ambos os casos a cultura foi denigrida com o passar do tempo. A mudança no pensamento de ambos os grupos é necessário e urgente.

Não posso me comprometer em mudar as feministas,  mas me comprometo a tentar mudar o status quo da igreja evangélica. E você, se compromete?

Comentários no Facebook