Mês: junho 2017

Receita do Dia: Evangelho sabor Miojo Light

Receita do Dia: Evangelho sabor Miojo Light

Miojo é o nome popular para o macarrão instantâneo. Aquele que fica pronto em apenas três minutos. Um alimento fácil de fazer, relativamente barato, mas que não sustenta – apenas sacia momentaneamente, não tem sabor, é artificial, faz mal à saúde e no fundo todo mundo sabe que não deveria comer, mas acredita que não fará mal se alimentar dele por um tempo.

Vamos aprender como fazer um “Miojo espiritual” e servir às pessoas que estão desesperadas em trocar a primogenitura pelo prato de lentilha, ou miojo, nesse caso.

“Preparo da Massa”

Quer agradar os “consumidores” que entram aos montes nas igrejas atrás de um bem estar? Sirva-lhes algo que é de fácil preparo. As pessoas andam muito ocupadas para se apegarem a algo que lhes dará mais trabalho. Imagine se alguém que já é superatarefado consegue arrumar tempo para estudar seriamente a bíblia. Claro que não! Por isso eles precisam de algo mais fácil.

Esqueça aquela receita antiga, dada por um tal de Jesus, que disse pra negar-se a si mesmo, para tomar a própria cruz, negar pai e mãe, aquela bobagem de que o Reino de Deus é tomado a força. Esses eram ingredientes usados há dois mil anos, ainda não existia a maravilhosa industria alimentícia. Pegue uma meia dúzia de versículos soltos, mas bem escolhidos, misture tudo e leve o povo em banho maria, enquanto você diz que Deus tem que atender todos os seus desejos, que se Ele prometeu – não importa para quem – Ele é obrigado a cunprir. Force-os a fazer votos financeiros e associe quem não os fizer aos avarentos. Enfatize sempre, em alto e bom som, que se eles não fizerem o voto é porque estão deixando o Diabo (cite mais uma porção de nomes de deuses das religiões afro) tomar conta de suas vidas. Por exemplo, use esse discurso:

“Meu irmão, Deus está com a mão estendida a te abençoar, mas antes Ele quer provar sua fidelidade. Satanás sabe que o Senhor vai recompensar cem vezes mais o valor desse voto e ele enviou o Tranca Rua pra fazer uma barreira no seu bolso e o Exú Caveira para matar suas finanças. Mostre a eles que você confia em Deus e traga o seu voto aqui, com fé”

Se a pessoa não ficar com medo disso, deixe ir. Não perca tempo com quem não vai ser útil no futuro. Imagine que o Miojo é composto por diversos macarrões e que não será possível amolecer a todos ao mesmo tempo. Como temos fome e só podemos usar três minutos para prepará-los, afinal discipulado longo é para igrejas mortas que estudam demais a Bíblia e matam a fé das pessoas, portanto é melhor separar os macarrões duros e descarta-los. Chame-os de joio diante de todos os outros, desta forma evita que os demais endureçam também. Lembre-se sempre que o Evangelho sabor Miojo Light é um fast-food e por conta disso não podemos perder tempo.

Preparo do “Tempero”

Todo mundo que já comeu Miojo viu aquele pacotinho cromado que vem dentro do pacote maior. Ele que contem todo o “sabor” do Miojo. Esse tempero é extremamente nocivo à saúde, pois contém corantes, sódio e sabor demasiadamente artificial. O problema é que sem esse tempero que faz mal a massa fica sem graça. Para esses Evangelho sabor Miojo Light o tempero também é indispensável, ele que atrai as pessoas às “prateleiras de bençãos vazias” que as igrejas tem a oferecer.

Vamos criar o nosso tempero próprio, mas que não pode ser muito diferente do industrializado para que as pessoas não estranhem. Com esse mundo de facilidades as pessoas passaram a preferir o que é menos saudável, mas que dá mais prazer a algo que seja de fato bom. Por exemplo, vendem-se mais Big Macs que saladas no Mc Donald’s.

Para que seja um tempero mais atrativo, precisamos usar ingredientes mais parecidos com aquilo que eles estão acostumados e, principalmente, o que buscam. As pessoas que consomem o Evangelho sabor Miojo Light já tem um gosto peculiar por temperos de outras religiões. Nesse caso podemos ubusar do sal, tanto o grosso para descarrego quanto o refinado para fazer o “tapete do vale do sal”. Podemos também usar e abusar do óleo. Compre do mais vagabundo que encontrar no mercado, coloque em uma jarra de vidro transparente, diga que veio de Israel e que foi consagrado no Monte das Oliveiras. Outro ingrediente nesse tempero é a água. Encha diversas garrafinhas de água da torneira, vista-se como um judeu e diga que é água do Rio Jordão, onde Jesus se batizou. 

Agora que já temos os ingredientes do tempero, precisamos dar um bom cheiro à ele, assim as pessoas serão atraídas de longe pelo olfato. Para isso podemos usar o sabonete ungido, que limpa as impurezas do corpo e fazer as pessoas armarem “pegadinhas” com os parentes não crentes. Eles deixam o sabonete ungido no banheiro, como se fosse qualquer outro, e quando o incrédulo tomar banho com ele, sai do banho convertido. Dizem até que já saí cantando “Estou seguindo a Jesus Cristo, desse caminho eu não desisto…”. Podemos também utilizar aquele perfume fuleiro, que ataca a rinite a metros e chamá-lo de “o bom perfume de Cristo”, assim quem sentir aquele fedor, digo, perfume, será atraído a Cristo e desejará ir para a igreja naquele mesmo dia. 

Bom, essas são apenas algumas ideias, mas o campo da culinária gospel atual existem diversas outras receitas e ingredientes que podem ser utilizados. A única ressalva é que nunca se utilize o VERDADEIRO EVANGELHO. Ele anula sumariamente os demais ingredientes e já faliu diversos restaurantes. Uma irmã idosa e bem vivida da igreja me confidenciou que misturar Evangelho Verdadeiro com o Evangelho sabor Miojo Light é pior que misturar manga e leite. Em pouquissimo tempo a massa murcha e ficam alguns poucos macarrões.

Que você entenda a pitada de ironia e que seja despertado!

Marcha para Jesus e Parada do Orgulho LGBT: Duas faces da mesma moeda

Marcha para Jesus e Parada do Orgulho LGBT: Duas faces da mesma moeda

Por Thiago Schadeck,
São Paulo recebeu ontem, 15, a Marcha Para Jesus e domingo, 18, receberá a Parada do Orgulho LGBT. Eventos esses que estão no calendário dos grandes acontecimentos da cidade, junto com o Carnaval e a Fórmula 1. O que pouca gente percebe é que há muito em comum entre os dois eventos.

Sei que serei apedrejado pelos dois lados, mas é inegável que os objetivos e a forma como ambos os eventos são conduzidos é idêntica. As lideranças se aproveitam para manipular as massas com suas mensagens de exclusivismo e superioridade. Tanto os Apóstolos que subirão para profetizar sob a cidade, quanto a liderança LGBT que gritará aos quatro ventos sobre LGBTfobia, fazem pouquíssimo pela causa no decorrer do ano.
Vamos aos pontos em comum:

  • São shows com artistas ganhando milhões:

Não pense que algum artista sobe ao trio elétrico apenas porque quer expor seu apoio à causa. Pelo contrário, eles estão sendo muito bem renunerados e ainda usam esse evento como um belíssimo palanque para se expor nacionalmente. Há uma sequência idêntica em que os artistas de ambos os lados seguem: sobem ao trio demonstrando conhecer a causa à fundo e e se sentindo privilegiados por estarem ali, depois cantam uma sequência de músicas e antes de se despedir fazem um discurso à favor da causa que supostamente defendem, se colocam como vítima de uma perseguição e saem aplaudidos para dar entrevistas.

  • São financiados com dinheiro público

Tanto um quanto o outro vende a alma ao governo. Sem dinheiro público envolvido ficaria quase impossível organizar eventos desse porte e pagando os cachês que os artistas recebem. Tudo é supervalorizado quando tem o “patrocínio” do Governo. As empresas que locam o material necessário para a estrutura e os artistas que se apresentarão sabem que o patrocinador não poupará gastos e pagará aquilo que pedirem, afinal o dinheiro não sai do bolso deles. 

Ao final da festa, os organizadores passam a dever favores ao governo. Certamente serão cobrados e essa dívida aumentará muito com os juros acrescidos à ela. Você acredita mesmo que as bancadas evangélicas e gays são tão coniventes ao descalabro que nosso país passa à toa?

  • São eventos politicos

São eventos políticos no sentido em que políticos e seus partidos aproveitam para se promoverem, lembra que são eles quem financiam a festa? Portanto não se assuste se vir uma campanha política antecipada, já que em 2018 teremos eleições. Eles sobem ao palco para dizer o quanto são engajados com a causa que o evento defende. Na Marcha, vão dizer que lutam pela família (mas alguns dos que estão lá, trocaram a esposa por uma mais nova) e na Parada dirão que lutam pelos direitos do público LGBT (exceto se forem eleitores do Bolsonaro). O que fica bem claro nesses eventos é que em ambos os lados a luta não é pela causa, mas por aquilo que lhes convém na causa.

É um evento político também sob o aspecto de que querem levar milhões de pessoas atrás de seus trios para demonstrar poder e “vender” o apoio dessa multidão aos candidatos que desejarem. Não por coincidência os organizadores gritam aos quatro ventos que seu evento trouxe “x” milhões de pessoas e cresceu “y” por cento. Na verdade a contabilidade dos organizadores (superestimada) nunca bate com a da Polícia Militar. Quem grita mais, sai como campeão nessa disputa vã.

  • A maioria que está ali mal conhece a causa:

Faça o teste e pergunte a um frequentador desses eventos se ele sabe à fundo do que eles se trata. Peça para ele fazer um resumo de cinco propósitos de existir um dia em que as pessoas saem de suas casas e se juntam para protestas, celebrar e comungar à cerca de uma causa. Posso garantir que pelo menos 90% não conseguirão mencionar três.

  1. Marcha para Jesus
  2. É composta por pessoas que mal conhecem o evangelho. Sabem um amontoado de versículos soltos e esperam as palavras proféticas da liderança​ para que a situação mude. Acreditam que “marchando” uma vez por ano manifestarão ao país e ao mundo a glória de Deus, mas no decorrer do ano não fazem absolutamente nada pelo Reino. Que aliás, a marcha também não faz, o propósito dela é gloriar-se na multidão que se arrasta atrás do trio.

  3. Parada LGBT
  4. Grande parte das pessoas que marcará presença na Parada não consegue justificar aquilo que é repetido à exaustão por seus organizadores: que os gays são mortos apenas por serem gays, que há preconceito em tudo o que acontece com os homossexuais (existe preconceito, mas não na escala em que pregam). Além disso, apoiar a causa gay (assim como ser evangélico) se tornou cool, é POP. É melhor apoiar algo que eu não conheço direito que ser taxado de preconceituoso. Não é mesmo?

  • Todos os que são sérios nessas causas, perdem:

Falando como pastor, posso garantir que a Marcha traz mais males que benefícios​ às igrejas sérias. Precisamos ficar nos justificando o tempo todo e que apesar de também ser evangélico não temos nada a ver com essa bagunça. A Marcha prega um evangelho de facilidades, com falsas promessas e busca por coisas fúteis. Como se o favor de Deus fosse condicionado a peregrinação de alguém atrás de um trio elétrico tocando músicas de louvor e adoração ao homem. Evangelho sem cruz, sem confrontar o pecado e sem anúncio de salvação, definitivamente não é evangelho. Quando uma liderança cristã pega o microfone diante da multidão e condena os homossexuais ao inferno, ele pretensamente anula a graça de Cristo que morreu por todos os pescadores.

Do lado GLBT da festa, conheço pessoas que são de fato lutadores por uma vida melhor, inclusive acerca de que haja acompanhamento​ psicológico adequado àqueles que ten dúvida sobre sua sexualidade ou que decidiram que querem deixar a homossexualidade (erroneamente chamado de ‘cura gay), apoiando a liberdade do indivíduo decidir ser ou deixar de ser homossexual, mas que fica à sombra desses movimentos que desrespeitam quem discorda daquilo que defendem. Pregam a liberdade, mas aprisionam as pessoas à uma censura nem tão velada assim. Quando colocam uma transexual simbolizando Cristo crucificado não só ofendem os cristãos, mas também desprezam o trabalho daqueles que buscam o respeito se utilizando do respeito.

Já trabalhei com diversos homossexuais e nenhum pode me acusar de preconceito. Isso porque apesar de eles saberem que, de acordo com o que creio, a prática homossexual é considerada pecado. Não o único pecado, mas não deixa de sê-lo. Assim como já trabalhei com crentes gospel e sempre fiz questão de mostrar que embora estivesssem na igreja, não estavam em Cristo. Que o Evangelho qus criam não eram o da Bíblia.

Se puder resumir tudo o que escrevi aqui em uma frase seria: “Não seja extremista, busque a moderação”. Lembre-se que os cristãos são o sal da terra e não existe nenhum prato que o ingrediente principal seja o sal. Não tolere o pecado (independente de qual for), mas ame as almas perdidas e pregue o Evangelho da salvação eterna. É isso que Jesus faria!

Compartilhe com seus amigos Compartilhe com seus amigos

Pastorado NÃO é voto de pobreza

Pastorado NÃO é voto de pobreza

Por conta de diversos escândalos envolvendo pastores que se utilizam do aparato da igreja para enriquecer, muita gente pensa que todo pastor deve ser um abnegado e rejeitar qualquer tipo de recurso financeiro, seja pago pela igreja ou de seu trabalho secular. Alguns chegam a dizer que se eles servem a Deus, que dependam da provisão Dele. Eu pergunto: e qual de nós não depende?
Se acordamos hoje, é porque Deus nos proveu mais um dia. Se temos um emprego que nos proporcionou termos um local para morar, seja próprio ou alugado, é porque o Senhor tem nos mantido empregados mesmo em meio à crise. Se temos a salvação é porque o Pai proveu a Cristo, o Cordeiro santo e imaculado. Digo mais, se há ímpios podendo desfrutar de tudo isso que citei acima é porque provam de uma provisão da graça de Deus, que não deixa serem consumidos por Sua ira.

Vamos agora a fatos mais objetivos sobre a relação do pastor com o dinheiro:

Pastor deve ter um salário.

Não importa se esse salário virá da igreja ou de um trabalho secular, o fato é que pastor deve ter um salário. Normalmente o pastor é casado e tem filhos, portanto ele precisa ter algum rendimento para sustentar a sua casa e os seus. Não é prudente deixar o pastor passando necessidade enquanto a igreja tem seus empregos e salários. Como o pastor fará visitas aos membros se não tiver um carro e dinheiro para colocar gasolina? Claro que reclamarão que o pastor é negligente e distante.
O que pode e deve ser discutido é se a igreja tem ou não condições de pagar um salário digno ao pastor. Infelizmente tem igrejas que pensam que meio salário mínimo e uma cesta básica suprem as necessidades do pastor e sua família. Deve-se levar em conta o custo de vida na região em que a igreja está localizada. Se não tiverem condições de sustenta-lo, que o liberem para trabalhar secularmente, porém que fiquem cientes que não poderão contar com ele durante um período do dia.

Como o pastor adquiriu seus bens?

Vejo muita gente criticando alguns pastores que tem uma boa condição de vida. Há quem pense que só porque ele é pastor deva morar com a esposa e filhos em um quarto e cozinha no fundo da igreja e ter, no máximo, uma Mobette para se locomover. A pergunta que deve ser feita é: como ele conquistou tudo isso?

Tem pastores que ganham um salário relativamente baixo da igreja mas que sabem administrar e poupar, e por conta disso conseguem adquirir alguns bens. Há os que são empresários e administram suas empresas sem que isso interfira em seu ministério. Outros são autores de livros e pela sua qualidade conseguiram um renome, valorizando suas obras e consequentemente ganhando algum dinheiro. Outros ainda vem de famílias que tem uma boa condição financeira. Existem aqueles que dão aulas, principalmente de teologia. E assim por diante.

Portanto não se preocupe com esses pastores, o dinheiro deles é ganho de forma honesta e Deus é glorificado nisso, assim como Ele é glorificado quando recebemos o nosso salário. Preocupe-se mesmo com pastores que se encostam na igeja e utilizam os recursos dela para se beneficiar, dos que profetizam mentirosamente e depois pedem a oferta para o profeta, dos que prometem bençãos e curas em troca de um “voto”, dos que exigem que sua igreja lhes entregue as primícias (um dia de salário para o sustento do pastor). Fuja desses porque o desejo deles em ver a igreja crescer não está relacionado à salvação dos perdidos, mas na possibilidade de ganhos futuros.

Como ele desfruta desses bens e valores

Se o pastor é egoísta e usa tudo isso que conquistou para jogar na cara dos membros o quão abençoado ele é, infelizmente não passa de mais um mercenário da fé, que só quer o status que o título lhe proporciona. Está engrossando as fileiras dos que deixaram de servir a Deus para cultuar a Mamom. O pastor, como qualquer outro cristão, tem o dever de administrar bem o que Deus lhe confiou. Lembre-se que somos mordomos daquilo que Deus nos permite desfrutar. 

Por outro lado há quem pense que as coisas do pastor são de uso irrestrito da igreja. Se tem que buscar sacos de cimento para rebocar a parede da casa do irmão, pensam logo no carro do pastor. Precisa ligar para os jovens para organizar a pizza pós culto, use o celular do pastor. Há extremos em que membros entram sem qualquer aviso na casa do pastor (principalmente se for aquele quarto e cozinha no fundo da igreja), sem nenhuma preocupação se pode encontrar alguma situação embaraçosa ou mesmo se ele quer aquela visita naquele momento. Já vi casos em que membros abriam a geladeira da casa do pastor, enquanto ele pregava, e comiam e bebiam à vontade.

Considerações finais:

Com certeza seu pastor não entrou no ministério por causa do dinheiro, mas isso não significa que o dinheiro não seja importante para a sua vida. Ninguém, nem você e nem seu pastor, podem viver sem dinheiro. Lembre que o dinheiro não é a raiz de todos os males, como alguns insistem em afirmar, mas o amor à ele, portanto o problema não é ter dinheiro e sim ter um apego exagero à ele.

Pense nisso!

Filhos mal educados e seu relacionamento com Deus

Filhos mal educados e seu relacionamento com Deus

Filhos mal educados e seu relacionamento com Deus
Por Thiago Schadeck

Se você tem mais de 30 anos ou tem pais que foram rígidos em sua criação, certamente já percebeu que a relação entre pais e filhos mudou muito nas últimas duas décadas. As crianças de sofrem de uma enorme falta de educação. Não pedem licença para falar, atravessam as conversas dos pais com outras pessoas, desmentem – normalmente acerca de um assunto que não dominam – os país em frente a outras pessoas, fazem birra e se jogam no chão do shopping ou supermercado quando recebem uma negativa acerca do que desejam comprar. 

O único problema é que eles foram estragados por nós, os pais frouxos que queremos dar a eles tudo o que não tivemos, mas não damos o que recebemos de melhor, a educação. Qualquer coisa é vista como abuso, os pais não podem mais dar um tapa na bunda do filho que já surgem os paladinos dos direitos das crianças para condenar o pai. Se a criança quiser se empaturrar de alimentos que fazem mal a saúde e é repreendida, já aparecem aquele que dirão que essa criança crescerá com problemas psicológicos devido ao cerceamento de suas vontades. Lamentavelmente temos nos dobrado às regras do politicamente correto.

Essa falta de educação reflete diretamente na forma com que se relacionam com Deus. A oração de um jovem, na casa dos 15 anos, hoje é mais ou menos assim:

“- Aí Deus, vamos trocar uma ideia, na moral, cê ta ligado que ta osso passar naquela matéria da escola, né não? Cara, queria pedir que me ajudasse aí porque ta #@&# passar de ano. Quebra essa pra mim, velho e pode pá que colo no culto de jovens no sabadão antes da baladinha (pra evangelizar).
É nois hein deusão”

Parece brincadeira, mas é um compilado de coisas que venho ouvindo nos últimos tempos. Perdeu-se totalmente a reverência à Deus. Não que eu defenda o farisaísmo disfarçado de santidade, pelo contrário, o abomino também. A questão aqui é que muitos jovens não sabem se comportar e isso reflete diretamente em sua vida cristã. Pulam, dançam, cantam no louvor, mas na pregação colocam os pés em cima do banco e vão desfrutar de ótimas conversas no WhatsApp. Mas não podemos corrigi-los, isso cria traumas. 

Por não serem obrigados a obedecer os pais, os professores, respeitar os mais velhos, teremos problemas sérios em breve. Essa juventude não respeitará seus chefes no trabalho, não saberão ouvir um não de seus superiores e caso se comportem em uma reunião da empresa como se comportam no culto, já sairão dela desempregados. Lamentavelmente estamos criando monstrinhos e nos orgulhando.

Se você, assim como eu, tem filho, INVISTA uma boa parte de seu tempo educando-o. Não basta apenas dizer como ele deve agir, seja um ótimo exemplo para que quando surgir alguma situação de conflito, ele se lembre de como você age em casos semelhantes.

Seja um bom cristão e o ensine a se relacionar da forma correta com Deus, tendo temor, respeito e educação. Mostre a ele que Deus é um Senhor zeloso e não um amiguinho de escola. Que para ter intimidade com ele é necessário ser parecido com Cristo. Estimule-o a estudar a bíblia, estudando com ele. Ajude a tornar a oração um hábito na vida dele, tendo momentos de oração com ele. Incentive-o a ter comunhão com a igreja dando lhe o exemplo de amor ao próximo e por fim, mostre a ele a importância do culto comunitário.

Certamente seus filhos lhe darão muito menos trabalho no futuro.

Compartilhe com seus amigos Compartilhe com seus amigos