Mês: novembro 2015

Pastores videntes

Pastores videntes

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Por Thiago Schadeck

Lembro-me que em 2010, ao ser entrevistada pelo programa Pânico, a Mãe Dinah deu a seguinte previsão sobre a trajetória do Brasil na Copa do Mundo:
“O Brasil terá um caminho difícil, vai enfrentar  times fortes e, se não perder, será campeão”
Obviamente é uma previsão genérica e óbvia. Claro que o time que não perde é campeão.

Isso tem se alastrado de uma forma incrivelmente destruidora nas igrejas. Muitos “pastores” com um suposto dom de revelação tem ganhado espaço em rádios, principalmente as piratas, e feito previsões sobre a vida das pessoas, presumindo ser o Espírito santo.

Creio que Deus possa dar revelações aos seu servos. Tenho certeza que Ele é poderoso para mostrar a origem de um sofrimento ou revelar algo que está no intimo da pessoa, que só ela saiba. Mas isso não dá aval a ninguém para sair por ai marcando “consultas espirituais” em suas igrejas.

O que tenho visto por ai são homens amantes de si mesmos, que usam esse suposto dom de revelação para atrair os desesperados para si. Quando alguém se auto proclama usado por Deus, ainda que não explicite, proibe as pessoas de julgarem o que ele diz. Se é Deus quem está falando, logo você estaria julgando a Deus. Esses homens jogam com as informações dadas pela pessoa que está se “consultando”, vou simular uma conversa como exemplo:

Uma mulher entra no gabinete de um desses pastores e diz que tem problema em se manter em um relacionamento.
A resposta dele será que “deus” mostra ela muito carente e abatida, que por vezes ela pensa que encontou o homem da sua vida e que agora será feliz, mas depois de algum tempo o castelo desaba. Vai dizer que ela se sente inferiorizada e que se culpa por estar sozinha. Que as vezes se humilha e se submete a coisas que não deveria, por medo de ficar sozinha.

Note que nessa resposta só tem coisas óbvias e que se a pessoa tiver o mínimo de atenção no que está sendo dito, ela desmascara o farsante, mas devido ao desespero por encontrar uma resposta, ela aceita tudo e realmente crê que é Deus quem está falando. Isso acontece em 99% das vezes que alguém se põe a revelar algo.

Aqui em São Paulo, as rádios foram invadidas por esses charlatães e alguns dão o número do WhatsApp no ar, decidi então testar se realmente é o Espírito Santo quem fala através desses homens. A Bíblia nos manda provar os espíritos antes de crer em qualquer um (1 João 4:1).

Para um primeiro, eu disse que acreditava ter sido feito um trabalho de macumba para mim e por isso minha empresa estava mal. Ele me respondeu com um áudio dizendo que não havia respondido antes porque só gosta de dizer o que o Espírito Santo manda. Pois bem, ele viu uma mulher (informação que eu tinha dado) fazendo macumba pra mim  (informação que eu tinha dado) com terra de cemitério em frente a minha empresa  (informação que eu tinha dado). Quando disse a ele que não existia empresa ele me amaldiçoou dizendo que eu havia feito pegadinha com ele. Mas não me deu chance de perguntar se alguém engana o Espirito Santo. Certamente que não!

E um outro, depois de eu apenas dar bom dia, enviou um audio de quase 9 minutos, gastando uns 5 para falar quem ele era, o trabalho que ele faz e dizer que Deus o mostrou a batalha que eu estou passando e logo em seguida já começou a dar a solução: entrar na campanha do Salmo 91, “semeando”  91 reais por mês na conta da igreja dele. Mensagem totalmente generica e com certeza enviado como resposta a todos que o procuraram.

Para finalizar, tome cuidado com o que você dá crédito como se fosse de Deus. Não deixe o desespero tirar sua inteligência. Quer saber o que Deus tem pra te falar? Leia a Bíblia!

E quanto aos falsos profetas, sigamos o conselho do apóstolo Paulo a Tito:
Tito: 1. 10-11 –  Porque há muitos insubordinados, faladores vãos, e enganadores, especialmente os da circuncisão, aos quais é preciso tapar a boca; porque transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por TORPE GANÂNCIA

Que Deus te abençoe.

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Sete fatos que fariam Jesus um fariseu hoje

Sete fatos que fariam Jesus um fariseu hoje

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Por Thiago Schadeck

Se tem uma coisa que a geração gospel atual não sabe é diferenciar julgamento e anúncioda verdade. Basta expor os erros doutrinarios de um artista famoso que você ganhará centenas de “não julgueis” e “vai ganhar almas”. Nossa geração é extremamente pragmática e por isso estamos ensinando que se algo da certo na igreja é porque Deus está abençoando.

Imagino Jesus vindo hoje a terra e pregando aos crentes gospel. Com certeza ele seria chamado de fariseu, julgador, endemoninhado, invejoso e outros adjetivos de baixo calão  (digo isso porque vez ou outra minha mãe é homenageada nos comentários)

Quero compartilhar sete passagens que se fossem nos dias atuais, Jesus estaria em maus lençois com os crentes gospel.

Julgou os religiosos, chamando-os de filhos do Diabo  (João 8:44)
Imagine o barulho que daria hoje, se Jesus chegasse ao lider de qualquer uma dessas grandes igrejas que pagam fortunas para estar no rádio e na tevê fazendo propaganda de seus milagres e o chamasse de filho do Diabo. Certamente não teria tempo de chegar até a cruz, seria linchado pelos seguidores irados dos tais apóstolos.
Diriam que é mais um fariseu que não faz nada e só sabe criticar. Seria expulso do templo e “entregue a Satanás”.

Desprezou um jovem rico (Marcos 10:17-22)
Quando o jovem rico chega até Jesus, tinha certeza de que era um bom cumpridor da lei. E realmente era! Jesus, surpreendendo a todos, diz que ele deveria se desfazer de sua riqueza e dar aos pobres. Imagine se hoje, Jesus diz numa dessas igrejas que aquele jovem deveria priorizar os pobres em relação aos dízimos  (que nem são citados na conversa). Fatalmente seria chamado de esquerdista, que só mandou o garoto doar porque o dinheiro não era dele, que estava desprezando um mandamento divino, a saber o dízimo. Jesus seria amaldiçoado por aqueles líderes que o colocariam pra correr e abraçariam o jovem.

Fazia discursos duros e afastava as pessoas  (João 6:60)
Como ele mesmo se declarou, Jesus era o bom pastor (João 10:8), mas não por isso, fazia discursos brandos e que massageassem o ego daqueles que lhe ouviam. De maneira nenhuma deixava de comunicar a Palavra de Deus aos seus seguidores. Quando Pedro tenta convencê-lo de que seu discurso é muito duro e que “sua igreja ficaria sem membros”, Cristo o convida a ir com aqueles que não suportaram a repreensão.
Um dos piores enganos da igreja é pensar que pra atrair as pessoas para Cristo necessário acariciá-las e ter uma pregação água com açúcar. Pra nossa geração gospel, o Evangelho não é suficiente. Ele precisa ser complementado com entretenimento, afinal ninguém é de ferro!
Hoje, esses pastores adoram pregar sobre o amor e a doçura de Deus, mas nunca falam em pecado, arrependimento, inferno e ira de Deus. Isso afasta as pessoas.

Não relacionava bênçãos com riquezas, antes, as condenava (Mateus 6:30-33)
Muito diferente de nossa geração apostólica profética gospel, Jesus nunca associou a bênção de Deus ao dinheiro. Ao contrário, por diversas vezes condenou o acumulo de dinheiro e a busca desenfreada por riquezas. Cristo nunca condenou o dinheiro ou aqueles que o possuíam, mas sim, àqueles que o amavam.
Eu desafio a quem quiser me provar o contrário a me mostrar apenas uma passagem em que Jesus prometa ou incentive a busca por dinheiro e riquezas.

Proibiu a propaganda do Jejum (Mateus 6:16-18)
Existem estatísticas que dizem que pouco mais de 50% dos pastores nunca leram a bíblia toda. Provavelmente uma grande parcela deles leu, mas não prestou atenção no que Jesus disse acerca do jejum. O que deveria ser secreto e discreto, passou a ser alardeado aos quatro cantos. Hoje muitos fazem propaganda de seus jejuns e ainda amaldiçoam quem tenta provar que Deus está ignorando sua abstinência. Já receberam seu galardão.
Se Jesus pregasse contra essa propaganda do jejum hoje, seria chamado de fariseu, alegando que ele não jejua e não tem intimidade com Deus para entender o mundo espiritual.

Foi enérgico com os que faziam comércio no templo (Marcos 10:11-19)
Nos tempos de Jesus já havia mercadores ganhando dinheiro nas costas do povo. Fingiam achar defeito nas ofertas do povo para comprá-las mais barato e revender com alto lucro.
Jesus, quando chega ao templo, vira as mesas e expulsa os comerciantes e diz que a igreja tinha deixado de ser a casa de oração para se tornar um comércio. Se fosse hoje, alegariam que tem de pagar o aluguel, água,  luz, Internet, além do alto salário do pastor – que é bem alto, afinal “no mundo” ele ganharia bem – ou então como somos honrados andando em carros importados e morando em mansões. Jesus seria considerado um fariseu que finge não gostar de dinheiro e teria que ouvir a célebre (e imbecil) frase: “Se não gosta de dinheiro,  da o seu pra mim”

Ordenou a amar e orar pelos inimigos  (Mateus 5:43-48)
Nessa geração “Sabor de Mel” que quer ver os inimigos se rastejando atrás de nós,  enquanto fazemos eles se arrependerem de terem tocado no filho de Deus, dizer para amar os inimigos é quase uma afronta. Acreditamos que a justiça de Deus se manifesta quando somos abençoados e o nosso inimigo jogado na sarjeta.
Jesus seria intitulado de falso pelos líderes das igrejas de hoje como um falso promotor da paz.

Pois bem, algum dos lados está errado. Tenho certeza que Jesus está certo em todas suas afirmações e atitudes. Nos resta então rebermos nossas crenças e conceitos,  para servirmos a Deus da forma que Ele quer e não como “foi revelado” a algum “profeta”.

Que Deus te abençoe!

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Mitos Evangélicos

Mitos Evangélicos

CAPA POST

por Renato Santiago (@renatosantyago)

Uma frase muito famosa se enquadra nesse pequeno artigo que escrevo: “Uma mentira dita muitas vezes acaba se tornando uma verdade”. Isso é claro também se aplica ao contexto do Evangelho, visto que desde o Éden o inimigo tenta distorcer a palavra de Deus e implantar sua própria verdade (Gn 3: 1-6).

Sabemos que a Palavra de Deus é autoridade sobre invenções e doutrinas criadas por homens (2 tm 3:16,17), devemos portanto submeter nosso  conhecimento adquirido ao crivo das Escrituras (a menos que seu entendimento esteja tão endurecido pela religiosidade que não admite a hipótese se mudar de ideia), aí é problema seu com Deus.

Mas para aqueles que desejam servir a Deus em verdade (Jo 17:17), e aprender mais das Escrituras (Mt 22:29) listo que aqui alguns mitos do meio evangélico atual que são taxados como verdade absoluta, vou discorrer resumidamente sobre cada tópico e sugerir algumas referências bíblicas para aguçar nossa curiosidade em pesquisar sobre os assuntos (At 17:11). Para estudos mais amplos existe muito material na internet (de preferência sites comprometidos com a teologia reformada). Cristão, pegue sua Bíblia e vamos lá:

Mitos que não tem embasamento concreto na Palavra de Deus e são tidos como bíblicos:

Devorador é um demônio que ataca quem não é dizimista

Nada a ver, o contexto do livro de Malaquias é outro, o capítulo 3 foi escrito para os sacerdotes de Israel, casa do tesouro era um galpão onde se armazenavam os dízimos (alimento) e o devorador era um gafanhoto que destruía a lavoura do povo por causa da desobediência (Ml 2: 1-4 / 3: 6-11);

Devo ungir minha casa e tudo que precisa de proteção

Baseado em Ex 12:7 esse é um erro muito comum, que vale para a maior parte dos tópicos apresentados: as pessoas pensam que acontecimentos e ordenanças de Deus relatados no Velho Testamento se aplicam à igreja hoje, é preciso entender que o V.T. é histórico, ético, moral e profético, aponta para a obra expiatória de Cristo, a Lei se cumpriu n’Ele (Mt 5:17) o véu do Templo se rasgou, a antiga aliança não tem mais valor, entra em vigor a nova e eterna aliança (Mt 26:28 / Mt 27:51 / Hb 12:24) não adianta querer transformar o V.T. em um livro de receitas mágicas para solução de problemas (Gálatas 3);

Os músicos da igreja são Levitas

Pura mística, mais uma invencionice que pegou, os Levitas eram simplesmente os responsáveis pelo serviço no Tabernáculo, escolhidos da tribo de Levi (Nm 1:49-53). Quem canta/toca na igreja ou em grupos de louvor é apenas músico/cantor(a);

Óleo de unção tem poder de operar milagres

Ta aí um objeto extremamente místico, existe óleo para todo tipo de “unção” (prosperidade, cura, proteção, esquecimento, emagrecimento, etc, etc, etc), esse á mais uma aberração difundida pelo neopentecostalismo. E olha que é muito simples desmistificar essa prática, o óleo só é citado uma vez no N.T., no livro de Tiago e com a simples finalidade de oração para cura (e a pedido do enfermo) e ainda assim o texto diz que o que trará a cura é a oração (há estudos sobre propriedades medicinais do óleo usado na época).  Tg 5: 14,15. Óleo não tem poder nenhum, bem como objetos ungidos. Os demônios se curvam ante o nome poderoso de Jesus, o que passar disso é engano e idolatria. O caminho correto é a oração.

Não toqueis nos ungidos do Senhor

Muitos risos, essa é famosa atualmente. É tipo imunidade parlamentar, o camarada faz besteira a torto e a direito, ensina heresias a perder de vista, enriquece à custa da ignorância do povo, usa o nome do Eterno para ficar milionário com vendas de CD’s, DVD’s e shows, e ainda não pode ser questionado em nada que seus fiéis súditos já usam essa passagem em que Davi teve a oportunidade de se vingar de Saul mas respeitou o fato dele ser Rei (e que foi ungido para isso) – 1Sm 24:6. Engraçado que várias passagens da mesma bíblia advertem contra os falsos ensinos e falsos profetas principalmente nos últimos dias mas não são levados em conta (Mt 24:11,24 / 2Tm 4: 2-4 / 2Pe 2: 1-3). Isso só mostra que muitas pessoas estão realmente firmadas em seus líderes, não em Cristo. Falta a coragem que tinha de sobra em João Batista.

Dízimo é obrigação, é lei

Este é um bezerro de ouro difícil de quebrar, não questiono a necessidade de dinheiro para manutenção da congregação e outras finalidades da igreja (principalmente ajudar os membros menos favorecidos e investir em trabalhos missionário), porém se estudarmos as Escrituras veremos que Jesus e os discípulos não estipularam quantia (se alguém quer dar 10% ou outra procentagem é questão individual), esse valor não deve ser usado como moeda de troca com Deus. Contribua sim, mas com alegria, com gratidão, mas não faça como muitos que usam isso para cobrar bênçãos em troca. (2Co 9: 7-9). Se você crê que vivemos no tempo da Graça, por quê acredita no poder de barganha do dinheiro? (agora tem sido difundida a teologia da semente, que é um dos braços da teologia da prosperidade). Se você dá 10% de seu salário por medo do “devorador” e não se importa em como o seu dinheiro está sendo aplicado, lamento informar mas você está vivendo no engano, está sendo negligente com aquilo que o Senhor tem te dado. Quero deixar claro mais uma vez que não estou pregando contra a necessidade de recursos na igreja, apenas reforço que o dinheiro não pode ser usado como parâmetro para medir a fidelidade de um cristão, e muito menos deve se constranger quem não tem condições de ofertar (prática comum hoje em dia). Devemos sim contribuir, cada um de acordo com suas posses (1Co 16: 1,2).

Atos proféticos”, “palavras proféticas”, “sua palavra tem poder” e “determine a benção

Chega a ser patética essa ideia de que nós, seres caídos, pecadores, míseros diante do poder e soberania de Deus, temos algum tipo de poder espiritual, onde o Todo Poderoso depende de nossas palavras ou de nossa vontade para realizar Seus desígnios. Coitada dessa geração arrogante, que se acha cheia de direitos a ponto de dar ordens ao Criador (“eu ordeno”, “eu declaro”, “eu profetizo”). Ele é soberano, você pode “declarar” algo por toda a sua vida que se Ele não quiser fazer não fará. Ou então Ele pode dar ouvidos a uma simples e humilde oração e operar um milagre. A busca por Atos Proféticos (e por tudo que contem o termo ‘profético’) é gerada pela sensação de que a Bíblia não é suficiente para nos falar, para nos corrigir e nem para nos orientar, e muito menos para suprir nossas reais necessidades (2Tm 4:1-5). O fato é que esses atos, encontrados em sua grande maioria no Antigo Testamento, são direcionados à um povo, evento ou situação específica, e a Bíblia está apenas relatando o que houve. A Bíblia não está estabelecendo uma regra ou dizendo que deveríamos reproduzir o ato (é muito comum vermos pessoas imitando os 7 mergulhos de Naamã, fingindo que estão derrubando as muralhas de Jericó, passando dentro de bonecos infláveis com formato de baleia (risos), carregando/orando em réplicas da Arca da Aliança, realizando festas judaicas, tocando Shofar, etc),  o leitor da Bíblia deve observar o que o texto está dizendo, para quem está dizendo e para quando está dizendo. Muitas vezes algumas pessoas erram porque se apropriam de promessas que dizem respeito ao povo de Israel no Antigo Testamento, como se isso dissesse respeito a nós hoje. Portanto, uma coisa é a Bíblia relatar um fato, e outra coisa completamente diferente é a Bíblia dar uma ordem direta e aplicável a nós hoje.  (Dt 18:22).  Esse ensino Neopentecostal está muito em moda nestes dias onde vários pregadores dizem que “Há Poder em Suas Palavras” e expõem um sermão cristão misturado com paganismo místico. Todo este ensino de “há poder nas palavras” surgiu no mundo cristão nos anos 50 quando um pastor americano Norman Vicent Peale lançou o livro O Poder do Pensamento Positivo – em 1952. Era um livro evangélico de auto-ajuda, que ensinava que a fé pode conseguir qualquer coisa. A síntese do livro é a seguinte formula: “Ore, imagine, realize”. Devemos entender que este ensino não provém da Bíblia, mas das seitas místicas e movimentos esotéricos, como a Nova Era, que também ensinam que “as palavras tem poder”. Nem Jesus nem a Igreja Primitiva, nem os apóstolos, assim como em toda a Historia da Igreja Cristã Mundial não encontramos estes ensinos, é algo pagão e provém de mitos, é um ensino que veio do mundo das superstições e compartilhado no mundo pagão sem Deus (2Tm 4: 3,4). Qualquer passagem usada para defender tal ensino é uma afronta a inteligência, pois não existe tal ensino em toda a Bíblia, no Antigo Testamento e também no Novo Testamento. Passagens do Antigo testamento como Provérbios 18.21 ensinam “um poder nas palavras”? O único ensino de “poder nas palavras” que observamos pela Bíblia é o poder destruidor das palavras e seus efeitos. Por exemplo: Através de palavras ofensivas a uma pessoa poderei magoar um irmão de tal maneira que será mais fácil conquistar uma cidade do que aquele irmão (Pv 18.19).

Portanto meus irmãos, sejamos sóbrios e atentos como os bereanos, que não acreditavam em tudo que lhes era dito, antes conferiam nas Escrituras para avaliar se tudo que ouviam correspondia à verdade.

Encerro aqui a primeira parte desse artigo, só o Espírito Santo nos convence verdadeiramente da verdade, que Ele ilumine nosso entendimento e nos ajude a compreender a boa, perfeita e agradável vontade de Deus.

João 14: 6 – E conhecereis a verdade, e a verdade os libertará.

Marcos 7: 7,8b – Em vão, porém, me honram,Ensinando doutrinas que são mandamentos de homens. Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens.

 

 

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Vai uma macumba gospel ai?

Vai uma macumba gospel ai?

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Por Thiago Schadeck

Vai uma macumba gospel ai?!?

Claro que você não vai ouvir essa pergunta vindo de algum púlpito por ai, mas com certeza você vai ouvir com o nome de ato profético, ponto de contato, atitude de fé, entre outros. Muitos pastores perceberam e se entregaram à cultura mistica brasileira, que considera válida todas as formas de busca a Deus. Certamente você conhece pessoas que são católicas, lêem livros da Zibia Gasparetto, assistem os filmes do Chico Xavier, vão ao centro espírita tomar um passe de vez em quando e pedem oração ao vizinho crente, quando passa por problemas. Isso acontece  por conta de nossa formação cultural que misturou os portugueses – católicos; os índios – com sua cultura e seus deuses; e os africanos – com sua crença fortemente baseada em um mundo espiritual “manipulável “, tanto para o bem quanto para o mal. Assim nasceu a religiosidade ecumênica do brasileiro.
Muitas igrejas evangélicas, principalmente as neopentecostais, perceberam que isso poderia ser atraente e começaram a usar tais artimanhas a fim de alcançar as pessoas.
Vejamos algumas dessas “macumbas” que foram revestidas com uma capa gospel:

Oração contrária:
Há quem acredite que a oração contrária realmente tem poder. Talvez você nunca tenha ouvido falar sobre isso, então vou te explicar com um exemplo simples: eu desejo a liderança de um determinado ministério, mas meu pastor decide dar a outro irmão,  a partir daí minha oração é para que esse irmão não consiga dar conta do que lhe foi entregue e as coisas comecem a dar errado. Sim, é coisa de crente, mas é demoníaco. Quem quer ver uma parte do seu corpo sofrendo e fracassando? Ninguém! Só deseja o mal do Corpo quem não faz parte dele.
Se você ainda acredita nessa história de oração contrária, sugiro que medite na história de Balaão (Números 22 e 23), principalmente Números 22:12 em que o Senhor diz a Balaão que não amaldiçoe o povo de Israel, pois Ele já havia abençoado. Nós já fomos abençoados em Cristo Jesus através de sua morte vicária na cruz do Calvário.

Oração em copo d’água
Quem nunca viu no rádio ou na tevê um pastor dizendo: “coloque o copo d’água em cima do aparelho que eu vou orar”?
Certamente todos já tiveram essa experiência. Muitos usam isso como um ponto de contato ou de fé, crendo que aquela água realmente terá um poder sobrenatural após a oração.
O que poucos sabem é que essa é uma prática espírita. No centro, o medium “abençoa o copo d’água e dá ao fiel que veio se consultar, como forma de distribuir os bons fluidos pelo seu corpo. É como se a água portasse a bênção. Nada diferente das igrejas evangélicas que o praticam. Colocam toda a responsabilidade na água com o “poder do homem de Deus”.
Agora, proponho a você o mesmo desafio que fiz a várias pessoas que defendem essa prática: se conseguir me provar, biblicamente, que essa água chega onde a minha oração não alcança, eu bebo um galão de 20 litros.
Lembre-se que nós,  cristãos, andamos por fé e não por o que vemos  (1 Coríntios 5:7).

Objetos ungidos:
Tal como a água, hoje os pastores e apóstolos modernos ungem tudo, à torto e à direita. Hospitais tem revistado os crentes que vão fazer visitas eapirituais, pois passavam óleo “ungido” em equipamentos, sondas e agulhas dos pacientes, aumentando significativamente as chances de infecção. Ungimos casas, carros, carteira de trabalho, curriculo e tudo mais que nos vier à mão. Qualquer coisa passa a “ser de Deus” depois de uma lambusada de óleo.
Por outro lado, tem os objetos dados como ungidos. Nessa categoria entram os lenços, rosas, sais, cajados, martelos e qualquer outra coisa que a mente idolatra do ser humano puder produzir. Esses objetos são, normalmente, entregues a quem faz um voto  (financeiro) com Deus e, supostamente, tem o poder de resolver qualquer tipo de problema. Imagine que se seu filho está envolvido com drogas, basta colocar o lencinho ungido debaixo do travesseiro e ele será liberto. Simples, não? Mas por que só “funciona” com alguns poucos? Apenas porque é uma simpatia como qualquer outra.

Votos
Sim, os votos são bíblicos e não há nada de errado em você fazê-lo. Mas de um tempo pra cá eles tem tomado uma proporção que não é biblica. Estão ensinando a manipular a Deus através de votos financeiros e ofertas gordas. Esse “deus” ganancioso revela a toda hora que alguém tem de lançar um voto para “abençoar” o povo. Interessante que também não são todos os que entram nesse voto alcançam o que foi prometido e isso é muito simples de se explicar. Não alcançam porque não foi Deus quem prometeu e sim um homem ganancioso que precisa aumentar o caixa de sua igreja.
Por que os votos são sempre atrelados à ofertas? Por que não lançam um voto de ler um capítulo da Bíblia e orar, pelo menos 10 minutos por dia?

Lamentevelmente a igreja tem perdido o seu foco de anunciar a Cristo, e ele crucificado. A glória de Deus tem sido dividida com homens que dizem falar e agir pela ação dEle, mas que na verdade querem inflar, ainda mais, seu ego.
Voltemos ao centro do evangelho, louvando e adorando a Deus, buscando conhecê-lo mais a cada dia, para que assim sejamos bênção aos que nos rodeiam.

Reflita e medite se a espiritualidade que seguimos é, de fato, o que Cristo ensinou. Se concluir que não,  mude. Lembra-te de onde caiu.

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