Mês: Fevereiro 2015

Parábola: a amizade com o Noivo

Parábola: a amizade com o Noivo

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Por Thiago Schadeck

Há alguns anos, eu estava entre a vida e a morte, precisando muito de alguém que me ajudasse a me manter vivo, pois na situação que eu estava as previsões eram as piores possíveis, e ainda podiam piorar!
De repente chegou a notícia de que alguém havia doado o sangue necessário para que eu pudesse viver e assim pude renovar as esperanças na vida. Enquanto tudo eram trevas, uma grande luz brilhou.

Mas a história não termina por ai, além de me devolver a vida, esse homem generoso se compadeceu de minha situação. Eu tinha uma grande dívida e um cobrador impiedoso, era cobrado e lembrado daquela dívida a todo momento, mas esse homem pagou a dívida. Não devia nenhum centavo mais àquele cobrador. O único pedido que ele fez foi que eu trabalhasse para ele em sua empresa. Claro que aceitei e decidi que minha vida, agora com esperanças renovadas, seria usada para honrar àquele que me salvou do leito de morte. Era uma questão de gratidão.
Com o passar do tempo nos tornamos grandes amigos. Eu conhecia suas vontades, sabia como agradá-lo e serví-lo de forma que ele se agradasse de mim. Não havia em mim qualquer interesse senão agradar aquele grande amigo que me salvou através de seu sangue e pagou as minhas dívidas, o que me deu paz.

Um dia, esse grande amigo partiu para uma viagem. Demoraria algum tempo e reuniu algumas pessoas para que pudessem administrar a sua empresa e cuidar de sua noiva. Aliás, noiva essa que ele ama muito e daria sua vida por ela. Deu-nos a responsabilidade de expandir sua empresa e conservar a boa reputação de sua noiva.

Acontece que depois de sua partida, alguns se corromperam e passaram a trabalhar não mais em prol da empresa e sim para seu próprio enriquecimento. Exigindo grandes salários, trabalhando pouco, sem qualquer compromisso com a empresa. Pior que isso é que os que o fazem dizem que essa é a vontade de nosso patrão. Acredito que os que fazem isso já não acreditam que o patrão um dia voltará.
Além de se corromperem e desviarem o foco da empresa, não poucos tem explorado a noiva do patrão. Usam-a em chantagens, colocam-a em tarefas desonrosas que ela jamais deveria se sujeitar. Chegam a usa-la para ganhar mais dinheiro e dizem que tem de ser assim mesmo, visto que se eles são responsáveis pela noiva, devem ser honrados e bem pagos por isso. Não vêem esse cuidado com a noiva do patrão como uma honra, mas como uma oportunidade de ter poder, fama e, consequentemente, dinheiro.

Há algumas semanas, fiz uma reunião com aqueles que não se corromperam para definirmos quais as providencias devemos tomar acerca dos que se desviaram do foco e houve um grande debate. Alguns opinaram que devemos denunciar esses homens e não deixar mais que eles se sintam os donos da empresa e senhores da noiva. Não há como a empresa continuar crescendo se na liderança dela tiver pessoas da concorrência infiltradas.
Por outro lado, alguns defendiam que deveríamos fazer apenas o nosso trabalho e deixar que quando o patrão voltar ele fará justiça e tomará as providências que julgar necessárias. Ainda que esses corruptos estejam roubando a empresa, explorando a noiva e demitindo pessoas ao seu bel prazer, é melhor fazermos vistas grossas.

Peço então a sua opinião: Devo ser grato ao homem que salvou minha vida, pagou a minha divida e se tornou um grande amigo e ótimo patrão, e defender sua empresa e sua noiva, ainda que isso me custe a vida ou simplesmente deixo para lá e se um dia meu patrão voltar ele mesmo vê o que deve fazer.

O que você faria: Lutaria ou se omitiria?

Explicação:

Acredito que você já tenha entendido a história, mas caso ainda haja alguma dúvida, vou explicar.

O patrão e amigo é o Senhor Jesus, que com seu sangue nos salvou da morte eterna e nos deu a vida. Ele pagou a nossa dívida de pecado que nos conduziria fatalmente ao inferno e agora podemos provar de uma vida livres do julgo do pecado.
A empresa é o Reino de Deus. Todos somos funcionários desse Reino, nele há um Senhor e todos os outros são servos. Estamos todos em pé de igualdade diante de Deus.
Os administradores dessa empresa somos nós, os cristãos.Temos a responsabilidade de expandir esse Reino, mas esses administradores se dividem em dois grupos:fieis e corruptos:
Os fieis são aqueles que sabem que não tem qualquer mérito por estar vivo e com a dívida paga, que reconhece que se não fosse o Senhor, já estaria morto. Porém há aqueles que se corromperam e agora querem fazer plano de carreira no Reino de Deus. Isto é, ser o maior e mais poderoso. Esses administradores podem ser exemplificados hoje nos pregadores e cantores que cobram uma verdadeira fortuna para participar de um culto, que  no final vira show. Ou também aqueles crentes que pensam colocar Deus na parede para exigir o que querem.
A noiva é a Igreja. E como ela tem sido explorada e mal tratada por homens e mulheres amantes de si mesmos que só querem a gordura das ovelhas e quando não lhe são mais úteis são dispensadas magras e machucadas.

Ainda que muitos não acreditem, Jesus vai voltar e cobrará desses homens e mulheres por cada má atitude e exploração. O preço a ser pago por eles será alto e as consequências dolorosas.
por outro lado, ele também nos cobrará quanto ao nosso silêncio covarde enquanto víamos todas essas coisas acontecendo e nos omitíamos.

Que Deus nos abençoe e nos dê forças para que a situação da Igreja de Cristo seja mudada!

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IGREJA: Profética ou Política?

IGREJA: Profética ou Política?

liberdade de expressao ameacada

Por Thiago Schadeck

Graça e paz da parte de Cristo!

Não há nada pior para uma igreja que ela se tornar politicamente correta. Em outras palavras, a igreja que não se dispõe contra nada nem ninguém, fica na dela e pronto. Tudo é tolerável, afinal de contas cada um prestará contas de si mesmo a Deus e a salvação é individual.

Uma igreja politicamente correta, perde seu sentido profético de ser luz no mundo, pois essa luz torna-se tão fraca que confundem-na com as trevas. Esse tipo de igreja normalmente é repleta de membros, mas com poucos cristãos. A grande maioria das pessoas que frequentam essas igrejas só o fazem pela certeza de que não haverá exortação, ao contrário, a palavra será usada pra mostrar o quão vitorioso e importante para Deus eu sou, o quanto Deus me ama e me mima. São igrejas de meias verdades, que ensinam algo correto para fundamentar suas mentiras. Lembre-se: Meias verdades são mentiras completas!

O processo de politização da igreja não se dá da noite para o dia, mas sim lentamente. O primeiro passo para que isso aconteça é, ainda que discretamente, a Bíblia começar a ficar em segundo plano. Quando há alguém com problemas, buscam ajudar com o livro do autor tal, ou com a técnica do fulano e a Bíblia fica jogada na prateleira. Temos que entender que um livro escrito há milênios não é suficiente para resolver problemas modernos, dirão alguns.

Essas igrejas se multiplicam em velocidade inacreditável. Isso se dá muito por conta da formação de novos pastores, que com sede por serem abraçados pela congregação, que normalmente tem um preconceito com pastores jovens, começam a pregar o que as pessoas querem ouvir e passam a fazer sucesso. O pior é que esse sucesso cega e a falta de Bíblia faz com que pastores promissores se tornem verdadeiros promíscuos. As pregações nessas igrejas nunca falam sobre arrependimento, pecado, condenação eterna e volta de Cristo, porque esses assuntos assustam e afastam as pessoas, o que é um mal terrível para quem adora (em todos os sentidos) alimentar o ego.

O que os líderes dessas igrejas ainda não entenderam é que quado se tira o peso do pecado, tira-se também a gloria da salvação. Quando desvaloriza-se a volta de Cristo, dá-se poder aos nossos desejos carnais e maus. Quando se despreza a possibilidade de condenação eterna, a salvação eterna torna-se banalizada.

Oremos para que a Igreja evangélica brasileira deixe de ser politicamente correta e volte a ser profética, assim como João Batista que não teve medo em colocar o dedo no nariz do rei e denunciá-lo por seu pecado ou como Elias que sozinho enfrentou os profetas de Baal e Deus o respondeu com fogo. Temos de ser como Pedro e João que disseram na cara dos sacerdotes que, se soltos, voltariam a pregar porque preferiam agradar a Deus que aos homens. Sermos como Paulo e Silas, que mesmo depois de muito apanhar, ainda tiveram forças para cantar e orar, adorando o nome do Senhor.

Que Deus te abençoe e te de ousadia para ser igreja profética em vez de política!

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