Mês: Maio 2014

Fui ao Encontro! Foi Tremendo… Engano!

Fui ao Encontro! Foi Tremendo… Engano!

O que é o G12

É preciso que, antes que entremos nos meandros desta “nova visão”, venhamos a nos deter a tarefa de refletir sobre este questionamento: o que é o G12?
Seus defensores se apressam em esclarecer que o G12 é, além de um método, uma tentativa de retorno ao cristianismo primitivo. Rejeitam a idéia de que a visão seja uma “nova doutrina” e fogem de questionamentos mais aprofundados que coloquem em dúvida os seus conceitos.
Passei a conhecer o G12 a cerca de dois anos quando fui um dos primeiros membros da minha igreja a ser convidado para o Encontro. De início, me senti muito feliz, pois notava naqueles que já haviam participado deste retiro uma mudança de comportamento visível a olho nu, mudança esta que infelizmente não se confirmou e que mais tarde ficou evidenciada como apenas um momento de empolgação, aonde as emoções vieram à tona.O Encontro
O Encontro começou para nós com o chamado “pré-encontro”, uma série de longas palestras onde se repassavam os princípios básicos da fé cristã: O Plano de Salvação, Justificação, Santificação, etc. Até aí tudo bem, afinal nada melhor do que estudar novamente estes princípios, uma vez que muitos cristãos dos nossos dias não são íntimos de nenhum deles.
Partimos então para o retiro que aconteceu em Pojuca-BA, próximo a Salvador. É importante frisar que todo o trabalho de preparação psicológica começou com um misterioso segredo sobre onde se daria o Encontro e o que lá iria acontecer, na minha mente e creio nas dos demais participantes esperávamos mais um retiro com momentos de estudo da Palavra e também de lazer. Qual não foi a nossa surpresa, fomos recebidos com as ordens de silêncio absoluto e total obediência aos “encontristas” (irmãos que trabalharam no retiro).
Fomos levados à primeira palestra que tinha como tema “Peniel”, palavra hebraica que significa face a face com Deus. Depois de ouvirmos da importância do encontro com o Senhor, nos foi ordenado ir nos espalhar pela área do local do encontro. Fomos orientados a, individualmente, orarmos e confessarmos a Deus as nossas falhas conversando em voz audível somente a nós mesmos.
Este momento me lembrou um congresso que fiz quando ainda era católico carismático e nos dias posteriores notei que as semelhanças eram muitas.
Durante as palestras ouvíamos ao fundo a música “Tu Mirada” de Marcos Witt, música esta que seria tocada repetidamente durante todo o retiro. A música criava um ambiente propício para o que aconteceria mais tarde.
Fomos dormir muito tarde com a obrigação de acordarmos muito cedo, o silêncio continuava a imperar. É bom lembrar que esta cobrança começou a provocar em todos nós sentimentos de repulsa e revolta, sendo que algumas pessoas até chegaram a desejar voltar para casa.
No dia seguinte recomeçaram as palestras, algumas até muito boas! Porém, a partir de então surgiram as ministrações de conteúdo duvidoso: maldição hereditáriacura interior, etc.
Logo mais falarei sobre maldição hereditária, uma das maiores ênfases da visão, algo para eles imprescindível. Agora quero me referir ao momento de cura interior (muito semelhante à Renovação Carismática Católica). Depois de uma ministração, fomos orientados a nos acomodar ou sentados ou deitados e a fazermos um mergulho no nosso passado numa espécie de processo regressivo.
Nos foi dito que deveríamos pensar no encontro do espermatozóide do nosso pai com o óvulo da nossa mãe e depois lembrarmos da nossa infância e adolescência e os momentos em que ofendemos ou pecamos contra alguma pessoa e a pedirmos perdão a Deus por isto.
Só uma observação: ora, se devemos lembrar do nosso espermatozóide teremos que recorrer a uma doutrina espírita, a da pré-existência do espírito, algo que afronta a Bíblia que nos ensina que somos gerados no ventre materno em corpo, alma e espírito.
Onde está a afronta? No fato de que se lembrarmo-nos do espermatozóide, estaremos nos vendo antes mesmo de sermos formados quando o nosso espírito ainda não existia.
Depois disto deveríamos colocar num papel os nosso pecados contra Deus e seguirmos juntos para um espaço ermo e escuro onde nos reunimos em um grande círculo com uma fogueira no centro. Após este momento de “ministração” e oração, desce por um fio amarrado a uma árvore uma chama que ascende a fogueira onde jogaríamos o papel com os nossos pecados e finalmente o “diabo não teria mais do que nos acusar”. Para quem não sabe, esta é uma prática da filosofia oriental Sei-Cho-Noe em suas reuniões.
Ao voltarmos para ao local das palestras, sentido-nos “livres”, encontramos um ambiente totalmente diferente. Em vez de uma música suave e introspectiva, tocava-se “Eu Quero é Deus”. A euforia era total entre todos, nossas emoções estavam à flor da pele e comemorávamos como numa conquista de copa do mundo: pulos, abraços, risos e lágrimas de alegria. Afinal, estávamos “limpos e livres”.
No último dia as exigências já não eram tantas e assistimos a uma palestra onde nos foi passado o modelo de células do G12. Depois fomos orientados a deitarmos e a fecharmos os nossos olhos, sob pena de que, se fizéssemos o contrário, seríamos considerados desobedientes. Colocavam algo ao nosso lado e falavam até o momento em que nos foi liberado abrir os lhos. Do nosso lado se encontravam um pacote com fotos e correspondências de nossas esposas e familiares. Poucos conseguiram conter a emoção. Pronto! o encontro teria sido tremendo!!! e nada mais que isso poderia ser dito após o nosso retorno.
Confesso que não me lembro de todos os detalhes e preferi não expor outras coisas que considero de menos importância.
Nota-se claramente o forte apelo emocional do encontro, desde a sua preparação, o seu segredo, a sua chegada com o forte sentimento de opressão que viria mais tarde a contrastar com a sensação de liberdade.
Tudo preparado nos mínimos detalhes para uma manipulação emocional e psicológica que viria a parecer algo espiritual, impressão que muitos têm e por isso eles fazem declarações emocionadas, tipo: “finalmente conheci a Jesus”, “agora eu realmente me converti”.
A música, o ambiente cheio de recomendações de silêncio, as palestras emotivas, o momento da cruz (ficávamos de braços abertos, olhos fechados, e visualizando a crucificação de Cristo), o correio e no meio disto tudo, o ensino de um método que parece a única solução para a igreja, o único viável, bíblico e cristão.

Maldição Hereditária
Os defensores desta “doutrina” que não é nova, pois surgiu e foi abominada nos Estados Unidos há muito tempo, se baseiam em alguns textos isolados do Antigo Testamento.
Aprendi muito cedo em minha vida cristã que “texto fora do contexto é pretexto para heresia” e por isso me detive a estudar sobre a viabilidade da hereditariedade da maldição.
Em primeiro lugar devemos nos deter a conceituar corretamente maldição. Nos povos do A.T. a maldição era vista como um agouro, uma praga geralmente usada por pessoas de menor posição social como defesa ou revide contra pessoas mais poderosas econômica ou politicamente.
Muitos hoje vêm maldição como uma entidade de vida própria capaz de se retransmitir de uma para outra geração como um ser poderoso que aprisiona e determina a vida de quem a recebe.
Dentro do contexto bíblico a definição que me parece mais viável é a que li num dicionário teológico: “A maldição é a sansão da Lei Divina”. Portanto, a maldição surge como a sentença ou punição para quem infringe algum aspecto da Lei.
O texto de Êxodo 20:5 diz o seguinte“Não te encurvarás a elas nem as servirás; pois eu, o Senhor sou Deus zeloso, que visito a maldição dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam”. Êxodo 20.5Fiz questão de sublinhar a frase acima, pois dá ênfase à sobre quem recai a maldição. O texto se refere ao pecado da idolatria e aqueles que deixam de adorar o Deus verdadeiro para se curvarem diante de imagens. Não vejo como enquadrar esta punição a um cristão, pois não consigo compreender a existência de um cristão que odeie ao Senhor e que, sendo cristão verdadeiro, se curve diante de ídolos.

Quero deixar bem claro que não questiono a existência de maldição sobre os ímpios (PV 3:33), a própria condição de ímpio é por si só maldita. Porém, para se conceber a existência da maldição sobre os crentes é preciso má fé e um espírito que deve ser provado como manda a Bíblia.
A Palavra de Deus enfatiza a responsabilidade individual. O texto completo de Ezequiel 18 mostra esta realidade com clareza. A história de um pai justo que gera um filho injusto com práticas equivalentes a feitiçaria, idolatria e adultério, mas que gera um filho justo que por sua decisão própria pelo caminho correto não sofre as conseqüências dos pecados do pai.
Frise-se o versículo 20 de Ezequiel 18:

“A alma que pecar, essa morrerá. O filho não levará a maldade do pai, nem o pai a maldade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele, e a impiedade do ímpio cairá sobre ele”
. Ezequiel 18.20Sabendo que a maldição resulta de uma infração a Lei de Deus e que somos falíveis, como nos livramos dela? O texto de Gálatas 3:13 responde

“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós, pois está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro”
. Gálatas 3.13Entregando-me a Jesus sou absolvido das sanções da Lei, nenhuma condenação há para mim (Rm 8:1).

O próprio Senhor Jesus tratou de desfazer este pensamento no meio dos seus discípulos, basta ler com atenção ao relato de João 9: 1-3 e se chegará a este entendimento.A Realidade Atual
A prática de “quebra de maldição” é apenas mais uma das práticas místicas do G12, aliás o misticismo é algo muito presente nas igrejas da “Visão” e surge como fórmula para os líderes manterem a submissão dos seus rebanhos. Pude comprovar isto na igreja da qual fiz parte quando algumas irmãs foram orientadas a colocarem fitas adesivas na boca como “ato profético” contra a maledicência. Em outra igreja da nossa região, irmãos e irmãs rasparam a cabeça como forma de “batalha espiritual” contra aqueles que fazem o mesmo em centros do baixo espiritismo.
Há um visível sectarismo nestas denominações onde aqueles que não aceitam o G12 são quase que enxotados para fora, como foi o meu caso. Meu antigo pastor disse-me que seria mais sincero que eu saísse da igreja do que continuar nela sem aceitar a visão.
Afora isto tudo, há o ensino do perdão a Deus. Mesmo que em muitos livros, os líderes da visão tenham se apressado em cobrir esta orientação com líquido corretivo, este ensino continua a ser proferido. Tive um dos momentos de maior tristeza quando depois de um dos últimos encontros, uma irmã subiu ao púlpito para testemunhar as “bênçãos” recebidas e disse que a principal delas foi o fato de ter “aprendido a perdoar a Deus”.
Como um Deus soberano e infalível pode precisar do perdão de pecadores? A justificativa dada por eles para este ensino é a de que muitas pessoas não aceitam a perda de entes queridos e ficam magoadas com o Senhor.
Ora, não seria o mais certo ensinar a estas pessoas sobre a necessidade de se reconhecer a soberania de Deus em vez de se criar um doutrina baseada em experiência particulares? Afinal,“Deus não é homem para que minta, nem filho do homem para que se arrependa”. Nm 23:19As igrejas têm se divido, irmãos e até famílias têm sido separadas. Difícil imaginar algo que venha do Pai e promova separação, se o ensino de Jesus sempre foi o da unidade.

Os que defendem o G12 apregoam que este método faz a igreja crescer, mas é necessário lembrar que uma igreja não deve crescer apenas numericamente pois o verdadeiro crescimento requer compromisso com a Palavra, vida de santidade, tudo baseado no Evangelho.
O crescimento numérico de uma igreja não deve ser o referencial para dizermos se ela é genuinamente evangélica, pois se assim o fosse teríamos que reconhecer os mórmons, as testemunhas de Jeová, o catolicismo, a renovação carismática católica e outras seitas como movimentos evangélicos.Para Pensar
Por que muitos homens experientes caíram? Não sei exatamente a resposta, porém o que salta aos olhos é que aqueles que tinham a presunção, a má ambição e o desejo de serem conhecidos como “grandes líderes” foram presas fáceis para esta armadilha.
Soa muito bem aos ouvidos de certos líderes o reconhecimento humano expressado em títulos como “pastor de multidões”, “apóstolo de grandes igrejas”, etc.
Pode-se dizer que estes líderes são até bem intencionados na falsa tese de que “os fins justificam os meios”. Porém, como dizem por aí: “de bem intencionados, o inferno está cheio”.
Para um cristão verdadeiro um objetivo só é justo se os meios para atingi-lo forem justos e transparentes. Não me parece correto prometer um avivamento e promover manipulação emocional e psicológica, prometer um “Encontro com Deus” e entregar um encontro com Freud.
Em nenhum momento me contraponho ao método bíblico (Atos dos Apóstolos 20:20) de igreja em células, algo que surgiu na Coréia e que se comprova na prática um excelente método de crescimento sadio da igreja. Mas é bom frisar que este modelo surgido primeiramente na Ásia nada pouco tem haver com o G12, um conjunto de falsas doutrinas adicionadas a uma série de artimanhas manipuladoras, numa perigosíssima mistura escondida por trás de um belo método.
O grande perigo das heresias não são as suas mentiras, mas as suas verdades. Primeiro se conta uma verdade, outra verdade e, depois que você é envolvido por estas “verdades”, surgem sorrateiramente as mentiras.
Façamos como os crentes de Beréia, que foram chamados de mais nobres porque tinham o zelo de consultar nas Escrituras se aquilo que lhes era passado era verdadeiro (Atos 17:10-11).Gostaria de encerrar provocando algumas reflexões:
Que evangelho é este que prioriza os programas em detrimento das vidas?
Que evangelho é este que incentiva a competitividade entre os membros que almejam ser um dos “doze” do líder?
Que evangelho é este que se baseia em textos isolados e incentiva a crença na teologia da prosperidade?
Que evangelho é este que nega a cruz e lança maldição sobre os salvos?
Que evangelho é este que manipula emocional e mentalmente as pessoas?
Que evangelho é este que confunde avivamento com gritaria?
Que evangelho é este que faz um retorno claro às bases legalistas do judaísmo?
Que evangelho é este que faz uso de práticas ocultistas e de ritualismos?
Que evangelho é este que fala em santidade e oculta as suas verdadeiras intenções, prometendo o espiritual e dando o meramente emocional?
Que evangelho é este que em vez de unidade promove separação?
A resposta para estes questionamentos se encontra em Gálatas 1:8“Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos anunciamos, seja anátema”.Gálatas 1.8Autor: Clériston andrade – Texto publicado em HermesFernandes.com

Compartilhe com seus amigos Compartilhe com seus amigos

Eu creio em um avivamento!

Eu creio em um avivamento!

Avivamento

Por Thiago Schadeck

A paz do Senhor!

Muitos creem em um avivamento tal, que converterá todo o Brasil e fará de nossa nação um país predominantemente evangélico. Isso é reforçado pelas estatísticas do IBGE, que dizem que os evangélicos são 25% da população brasileira e em 10 anos, esse número chegará a 50%. Não duvido que isso acontecerá, alias, acho muito provável que isso aconteça. O que eu me pergunto é: Qual a qualidade desses evangélicos? Uma boa parcela dos que se declaram evangélicos nunca leu a bíblia inteira e nem se dedica ao estudo das Escrituras, não conhece os conceitos básicos do cristianismo, não sabem julgar se uma música é bíblica ou não, só vai pra igreja esperando receber alguma palavra que mudará sua vida. Muitos desses evangélicos sequer tem bíblia em casa.
A principal característica de um avivamento é a intimidade com Deus. Isso não significa falar em línguas estranhas, pular, rodopiar, pregar, dar aulas na escola dominical, escrever para um blog. Avivamento implica diretamente em transformação de vida, mudança de conduta e hábitos. Quando há um avivamento, as mudanças passam a ser notórias.

Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. (2 Coríntios 5:17)

O problema é que hoje vemos pessoas que se dizem evangélicas, mas que não esboçam qualquer tipo de mudança. Continuam com os mesmos hábitos e envergonham o evangelho de Cristo. Muitos usam o discurso do “venha como estás” e eu concordo que a pessoa deve vir a Cristo como está, mas isso não é um álibe para permanecer da forma que está. A exigência de Cristo para O seguirmos é que neguemos a nós mesmos e tomemos a nossa cruz (Marcos 8:34)
Os artistas estão se tornando evangélicos, mas continuam em suas práticas, como por exemplo o ator de filmes pornográficos Kid Bengala, o boneco Xaropinho do Ratinho, a Monique Evans dentre outros. Sei que existem outros que se converteram de verdade e estão andando nos caminhos de Cristo e louvo ao Senhor por isso!

Creio que o avivamento que acontecerá em nosso tempo será muito mais individual que coletiva, Acredito que será restrita a igrejas locais, para que essas igrejas façam a diferença onde estão instaladas. O avivamento não é para toda a Igreja do Brasil, pois uma grande parte dela entende que avivamento é domínio nessa terra, conquista de poder político, riquezas e tudo mais que é terreno. Pouquíssimos pastores pregam sobre a volta iminente de Jesus, ou sobre a importância de viver em santidade, de se contentar com o suprimento que Deus tem nos dado.

A verdadeira Igreja de Cristo provará de uma avivamento para que possa alcançar aqueles que Deus já escolheu. Devemos nos lembrar que o nosso chamado é para fazer discípulos e ensiná-los a guardar tudo o que Cristo nos ensinou (Mateus 28:19-20) e isso é uma tarefa árdua, porque para sermos imitadores de Cristo, precisamos conhecê-lo e para o único lugar em que conhecemos a Cisto em sua essência é a Bíblia.

Temos que parar de prometer avivamentos que só fazem barulho e não acrescentam nada. Já tivemos centenas desses avivamentos em nosso país, mesmo todos tendo sido importados e todos passaram. Se você tem mais de 15 anos de evangelho ou estuda sobre a Igreja, já deve ter ouvido falar sobre unção do riso, do dente de ouro, dos quatro animais, pastores derrubando pessoas com o terno, grudando pessoas na parede, entre outras bizarrices. Tudo isso passou, ainda que as vezes tentem ressuscitar essas heresias.

Apenas aqueles que tem sua fé centrada em Cristo é que vão provar desse avivamento. Quem fica esperando bênçãos advindas de copos d`água, tolhas ungidas, de homens portadores de alguma unção especial não vão experimentá-lo, porque ele vem acompanhado de um conhecimento profundo das Escrituras. Temos de crescer na graça e no conhecimento de Cristo (2 Pedro 3:18) e Deus não divide sua glória com nada e com ninguém (Isaías 42:8).

Se você quer provar do verdadeiro avivamento, a receita é simples: estude a bíblia com seriedade e afinco, julgue tudo aquilo que ouvir em louvores e pregações, e para isso, a Bíblia deve ser a regra. Se não condiz com ela, despreza. Se condiz, abrace. Quem não tem vontade de aprender mais sobre a única regra de fé e prática do cristão, mostra que não tem desejo por conhecer mais o Deus a quem diz servir e isso pode ser um grave indício de que ainda não houve uma conversão verdadeira.

Que Deus nos ajude e a crescermos a cada dia em sua presença, até que possamos atingir a estatura de varão perfeito, ou seja, de Cristo (Efésios 4:14).

Deus te abençoe e que esse texto te faça refletir em sua espiritualidade. Se o Espírito Santo mostrar que algo está errado, mude, ainda há tempo!

Compartilhe com seus amigos Compartilhe com seus amigos

Pastores bêbados nos Gideões!

Pastores bêbados nos Gideões!

Por Thiago Schadeck

A paz do Senhor Jesus!

Esse mês está acontecendo o 32 Congresso dos Gideões Missionários da Última Hora. Evento esse que acontece em Balneário Camburiú, Santa Catarina, que é também conhecida como a Meca Pentecostal Brasileira. Por esse evento passam os mais famosos pregadores e cantores pentecostais brasileiros. Nesse evento acontecem aberrações sem limites, como por exemplo, o vídeo do Marco Feliciano pedindo a senha do cartão de um fiel e pedindo ajuda aos obreiros para que auxiliassem um tetraplégico a preencher um cheque de doação (assista o vídeo aqui: http://bit.ly/1mshWNl).

Abaixo, posto o desabafo do Pastor Cesino Bernardino, presidente dos Gideões com alguns comentários, que ao meu ver, são pertinentes:

Gostaria que o pastor Cesino respondesse as perguntas abaixo:

– Os pastor diz que os pastores brincaram, se envaideceram, se orgulharam, MANIPULARAM. Será que ninguém sabia que esses homens estavam no erro? Se sabiam e os deixaram pregar mais vezes, cometeram um grande erro. Se não sabiam, o erro foi ainda maior, pois é muito sério entregar um púlpito com a repercussão que o do Gideões tem nas mãos de uma pessoas que ninguém conhece o caráter!

– O pastor também diz que grandes pregadores que estão maltrapilhos e com o nariz estragado da cocaína pedem uma oportunidade (de pregar) para poder se levantar. Na verdade muitos pregadores enxergam o GMHU como uma bela vitrine e sabem que pregar lá renderá muitos convites para pregar pelo Brasil. Ou seja, um pastor afundado na cocaína que conseguir uma oportunidade de pregar no GMHU, terá carta branca em centenas de igrejas, causando um dano inestimável.

–  O pastor Cesino conta que seu filho encontrou um ex grande pregador bebendo na beira da praia, porque havia se decepcionado. Ao ministrar o pregador, o Reuel diz que ele deve se animar, porque Jesus ainda tem o PALCO a dar a ele. Nesse evento o altar é visto exatamente assim: um palco que vai me projetar nacionalmente. Se tem uma foto no pôster do evento, pronto, está lançado mais um grande pregador.

– Depois da oração, o pastor diz que poderia citar o nome de vários, sim VÁRIOS (não foi um caso isolado), mas que não faria por questão de ética. Pastor, me desculpe, mas não há como sanar essa sangria se não for alertado. Quem deu o púlpito nas mãos desses homens deve ter caráter de assumir o erro e dizer quem são. Enquanto estiverem protegidos pelo silencio do Cesino continuarão pregando por ai, se prostituindo, bebendo e levando dinheiro das igrejas (cobram caro pra pregar).

– Gente que saia do púlpito para o motel com cantoras famosas, que também estavam se apresentando lá. Será que nunca ninguém viu essa farra toda? Com certeza sim, mas como pra pregar nos Gideões é necessário PAGAR, se alguém denunciasse acabaria com esse negócio milionário de ceder o púlpito aos que querem enriquecer nas custas do Evangelho, que em 99% dos casos nem compromisso tem. São pregadores itinerantes, que não estão ligados a nenhuma igreja para não ter de dar satisfação a ninguém.

Agora uma pergunta a se fazer para o Pastor Cesino Bernardino: Esse desabafo veio depois de tanto tempo porque o Espírito Santo mandou concertar as coisas, ou só porque a música do Juninho Luthero (abaixo) veio a tona?

Minha oração é que Deus traga um verdadeiro arrependimento ao coração desses homens e que, se for a vontade de Deus, voltem a pregar, mas dessa vez com compromisso e responsabilidade.

Ah, antes de dizer que estou causando escândalo, que deveria orar em vez de denunciar, lembre-se que errado não é quem denuncia o escândalo, mas quem prega e dissemina heresias (Mateus 18:7) e quem se cala, se faz cúmplice deles

Que Deus te abençoe!

Compartilhe com seus amigos Compartilhe com seus amigos

O gospel é POP!

O gospel é POP!

Gospel_POP

Por Thiago Schadeck

Vivemos em meio a um fenômeno: Ser crente está na moda! Note que ser crente está na moda, mas ser cristão continua sendo tarefa para poucos.
Enquanto cada vez mais o gospel atinge personalidades e ganha espaço na mídia, mais o verdadeiro Evangelho se restringe aos guetos, às pequenas comunidades, aos que buscam uma espiritualidade sadia. Ser gospel e cristão ao mesmo tempo é impossível, pelo simples fato de que o gospel pouco ou nada tem a ver com o Evangelho.

Vamos falar do gospel, propriamente dito. A palavra gospel em inglês significa Evangelho, mas em nossas terras tupiniquins essa tradução não pode ser considerada válida. A única vez que vejo o Evangelho ser relativado para agradar as pessoas é em Gálatas 2:11-21, quando Pedro se deixava levar por aqueles que o cercavam e por conta disso levou uma bela bronca de Paulo, que diz que Pedro se tornou repreensível por sua dissimulação.
Na esmagadora maioria dos programas que os cantores ou pregadores gospel participam, o verdadeiro Evangelho não é pregado. Não fazem exigências de ter um tempo para poder falar o que quiser, de não haver edição com relação ao que é dito, de poder cantar ao vivo com tempo para ministrar. Não exigem porque tem medo de a emissora não aceitar e fechar o espaço para a divulgação do trabalho, até porque na maioria dos casos é trabalho mesmo e não ministério, como alguns insistem em defender.
A Globo tem aberto espaço ao gospel e alguns cristãos acreditam que isso é bom, que Deus está dando a emissora nas mãos deles para que o Evangelho seja pregado, mas na prática isso é só uma estratégia dela para ganhar um público que sempre a demonizou. Quando um cantor gospel se dispõe a participar de seus programas ele já sabe que terá de cumprir uma pauta, que só vai cantar com playback e que a conversa vai ser direcionada pelo apresentador. Em alguns casos ainda tem de engolir uma frase como a da Regina Casé: “Agora que já adoramos a Deus, vamos adorar ao deus samba”, depois de um dos mais famosos cantores gospel ter se apresentado em seu programa. Programa esse, alias, que é conduzido ao som de samba e tem fortes influencias das religiões afro.
Além disso a Globo também nos dá o Troféu Promessas de esmola. O evento consiste em `premiar`os melhores do gospel. Isso seria inadmissível há alguns anos, quando tínhamos adoradores e não artistas.
O mais curioso é que só são premiados os artistas da Som Livre (gravadora da Globo). Artistas esses que fazem campanhas em suas redes sociais. Não basta ter o ego do tamanho de um bonde, ainda tem que mendigar votos pra ganhar um premiozinho mediocre e tentar barganhar um reajuste na renovação do contrato.

O gospel tem produzido algumas coisas que não condizem com o Evangelho pregado por Jesus e difundido por seus apóstolos, vejamos algumas:

 

  • Artistas: Eu cresci em uma igreja pequena, com no máximo 100 membros e tive a oportunidade de assistir ao vivo muitos dos cantores cristãos dos anos 90. A maior parte do membros eram de condição humilde e moradores de uma favela próxima. A única exigência que esses cantores faziam era que pudessem vender suas fitas K7 após o culto e que a igreja bancasse o transporte. A hospedagem normalmente era a casa do pastor ou de um irmão que se oferecesse. Hoje em dia além do cachê, ainda exigem hotel pelo menos 4 estrelas, passagens em classe executiva, um veículo confortável para se deslocar do hotel para a igreja e um camarim com alguns mimos. Os artistas só entram para o culto no momento de se apresentar e saem de fininho logo em seguida. Quando ficam no templo esperando a sua oportunidade as pessoas pedem autógrafos, querem tirar fotos e atrapalham os que desejam cultuar o Senhor.
  • Show gospel: Até bem pouco tempo isso não era aceito nas igrejas, pois o entendimento comum dos crentes era de que não existe show em nome de Deus, mas que todas as reuniões dos santos era para cultuar a Deus e louvá-lo, sem levar qualquer honra por isso. Além do que nesses shows raramente se tem uma pregação e quando tem é só para tentar dar base a uma música egocêntrica que vai ser cantada em seguida.
  • Fã Clube: Esta anomalia está intimamente ligada aos shows gospel. Não é raro ver pessoas defendendo seus artistas favoritos nas redes sociais. Sabem todas as letras de cór, conhecem todos os gostos e mimos do seu artista, mas nunca leram sequer o novo testamento todo. Faça o teste, jogue o nome de um artista gospel no Google acompanhado da palavra “fã-clube” que certamente retornará ao menos um resultado. Isso é culpa dos próprios artistas e dos pastores omissos que incentivam essa idolatria.
  •  Cachês: Não é de hoje que os cantores vivem da música cristã ou gospel e sou totalmente a favor de que a igreja que os convida lhes dê uma oferta, afinal a maioria tem família para sustentar e largou tudo para se dedicar ao ministério, direcionados por Deus. O problema é que o gospel igualou os artistas gospel aos seculares. Agora eles só sobem no palco se todas as exigências forem atendidas, inclusive e principalmente as financeiras. O valor da oferta é combinado com antecedência e a data só é confirmada após o pagamento integral. Me desculpem, mas isso é cachê sim! Oferta não tem valor estipulado, não pode ser determinada por quem recebe, mas por quem a dá. Mas só existe quem cobra cachê porque existem aqueles que pagam. Pastores vendidos e vendilhões esvaziam os cofres da igreja para trazer esses artistas, simplesmente para lotá-la em um culto e quem sabe arrecadar mais que investiu através das ofertas do povo, venda de CDs, cantina e etc,
  • Prepotência:  Posso estar usando uma dose grande de saudosismo, mas os louvores antigos exaltavam ao Senhor, tinham letras bíblicas e edificantes. Apesar de não terem os arranjos e nem a harmônia musical que as músicas atuais tem, tocavam no profundo da alma. As músicas atuais exaltam o homem, deixam bem claro que aqueles que atravessarem seu caminho vão ser fulminados pelo poder do nosso Deus. Que Deus vai ter que te exaltar e abençoar para que a ralé veja que você é escolhido pra vencer e se arrependa de terem tentado te barrar. Falam só de vitória, bênçãos, prosperidade e de cruz, arrependimento, volta de Cristo nada!  
  • Idolatria: Esse é o resumo de tudo o que foi citado acima. Só existem os ídolos porque há aqueles que os colocam nessa posição. Reconheço que muitos dos artistas atuais se propõe a adorar a Deus e não buscam a glória para si, mas também não fazem nada para que essa idolatria acabe. Não tem coragem de corrigir os fãs por medo de perdê-los e consequentemente diminuir a quantidade de shows, vendas de CDs, aparições em programas de TV e rádio. Os pastores e líderes também são culpados por terem medo de discipular essas pessoas em amor e na verdade. Se negam a mostrar para a pessoas que estão no erro, porque o gospel prega um evangelho politicamente correto, que releva e relativiza tudo.

Infelizmente muitos tem se perdido e lançado mão de artifícios mundanos pra tentar atrair as pessoas para a Igreja, acreditando que a pregação não é suficiente. Em vez de a Igreja influenciar o mundo, ela que está sendo influenciada por ele. Hoje temos UFC, Capoeira, festa junina, amuletos (flor, sal, óleo de Israel), venda de indulgências, dentre outras nojeiras. Os fins estão justificando os meios. Se as pessoas estão vindo para a Igreja o objetivo foi alcançado. Não importa se vão se converter ou não, o que vale é o templo lotado para satisfazer o ego da liderança. A rotatividade nessas igrejas é inacreditável, as pessoas vão quando precisam de algo, ou quando estão se sentindo mal, necessitando ouvir palavras de auto-ajuda.

A solução para isso mudar começa em nós. Temos de conhecer ao nosso Deus cada dia mais, devemos ter intimidade com a Sua Palavra para podermos julgar se o que está sendo cantado é realmente de Deus ou se é uma letra humana e egoísta. Os cultos de ensino, como as escolas dominicais são de extrema importância.

Que Deus nos ajude a voltar aos cultos simples, com adoradores que louvam ao Senhor em espírito e em verdade!

Que Deus te abençoe!

Compartilhe com seus amigos Compartilhe com seus amigos