Mês: Março 2014

O ABANDONO DAS ESCRITURAS E A APOSTASIA

O ABANDONO DAS ESCRITURAS E A APOSTASIA

Por Renato Santiago

OXYGEN Volume 10

Paz seja com todos!

Após alguns anos na caminhada cristã, posso dizer que já vi praticamente todo tipo de loucuras em nome de Deus. Muitas vezes as aberrações doutrinárias partem de pessoas sinceras, que desejam servir a Deus de todo coração e com a melhor das intenções, mas sem direção. Infelizmente vivemos dias em que a sociedade está em declínio moral e espiritual, e isto está atingindo a Igreja de Cristo de maneira avassaladora.  Quem deveria ser “sal da Terra” e “luz do mundo” (Mt 5:13,14) acabou se tornando ínspido e apagado.

Poderia enumerar aqui alguns motivos para isso, mas nesse post gostaria de compartilhar o que penso ser um dos principais fatores que tem contribuído para a apostasia dos dias atuais: a falta de conhecimento das Escrituras Sagradas (principalmente no que tange à Exegese e Hermenêutica).

Normalmente quando uma pessoa se converte a Cristo, uma das primeiras coisas que aprende é que a Bíblia é a única regra de fé do cristão, correto? Sim, correto, mas maioria das vezes não é assim que tem funcionado.

Com a multiplicação de congregações e denominações atualmente, acabou se formando um número excessivo de líderes e pastores sem o devido preparo para o manuseio da Bíblia, contribuindo para o aparecimento e disseminação de doutrinas anti e extra-bíblicas. Ora, se o líder do rebanho não tem a instrução suficiente para manusear a Palavra de Deus,  que se dirá então dos membros? Como será a saúde espiritual de uma congregação que não se esmera em estudar a Bíblia? Não estou dizendo que todos tem que ter acesso à teologia ou seminários, não é isso, mas quem pastoreia um rebanho tem que ter o mínimo de discernimento sobre como interpretar as Escrituras, e poder assim alimentar suas ovelhas com “comida limpa”.

Uma famosa passagem do livro de Oséias reflete de maneira quase profética a situação atual: “o meu povo foi destruído porque lhe faltou o conhecimento…” (Os 4:6). O próprio Jesus alertou sobre a importância da Bíblia: “Errais não conhecendo as Escrituras e o poder de Deus.”

Por isso posso afirmar sem medo de errar: para a maioria dos cristãos (os evangélicos) de hoje, a Bíblia não é a exclusiva regra de fé de sua vida, a Palavra de Deus escrita não é autoridade máxima sobre pensamentos humanos, pelo menos para essa geração gospel.

“Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra, luz para o meu caminho” (Sl 119:105) é um texto muito dito e pouco praticado. A maioria prefere seguir mesmo é a palavra dos homens, gostam de ser enganados, aceitam qualquer coisa, pensam que um pouco de verdade misturada com mentira resulta em uma quase verdade, alguns até costumam dizer que “realmente o pregador falou um monte de besteiras, mas o importante é reter o que foi bom”, ledo engano. Não à toa que Paulo elogiou os bereanos, afirmando que eles foram mais nobres que os tessalônicos simplesmente pelo fato de terem o hábito de consultar as Escrituras para ver se as coisas eram assim (At 17:11).

Se as pessoas amassem a  Palavra de Deus de verdade, não aceitariam tanta palhaçada em nome de d’Ele, não seriam tão facilmente levadas por todo vento de doutrina, não seriam tão facilmente enganadas pelos lobos devoradores (Mt 7:15), não acreditariam em falsas revelações, não seriam levadas por ondas de avivamento que só fazem as pessoas desmaiar e agir como loucas mas não produz nenhum fruto de arrependimento. A Bíblia não erra, devemos crer nela, somente nela como regra de fé.

Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade” (Jo 17:17).

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Por exemplo: é  comum vermos a influência do judaísmo no meio cristão, igrejas adotam festas e costumes judeus como se Deus estive se agradando disso. Pensam que adornar o templo com réplicas de utensílios do Tabernáculo tem algum valor espiritual, entram e saem de seus corredores carregando cópias da Arca da Aliança buscando simbolizar a presença de Deus (como se a presença do Senhor precisasse ser simbolizada na Nova Aliança), não imaginam que assim estão recosturando o véu, estão cuspindo na cruz de Cristo, se lessem o livro de Gálatas e entendessem o que ele diz, talvez saberiam que a Lei se cumpriu em Cristo, que não se remenda roupa velha com pano novo. Saberiam que o Cristianismo é superior ao judaísmo. Infelizmente, estes não conhecem a suficiência da cruz de Cristo, precisam de novidades, de símbolos, de entretenimento. Se conhecessem a Graça e a Liberdade que há em Jesus, não se tornariam macumbeiros travestidos de “cristãos”, inventando seus “atos proféticos” que não tem valor algum para o Reino.

Em vão porém me honram, ensinando doutrinas que são mandamentos de homens” (Mc 7:6).

Se realmente entendessem através das Escrituras que a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêem (Hb 11:1) não teriam aderido tão facilmente ao misticismo idólatra da utilização de objetos ungidos, dando a desculpa esfarrapada de que são “pontos de contato”, na verdade são incrédulos, assim como foi Tomé, por que precisam ver, precisam apalpar para crer. Muitos andam como quem procura cartomantes, horóscopos, buscam revelações em pastores, “profetas”, adivinhos, fazendo um típico sacerdócio papal, onde o guru espiritual é dono da última palavra, e todos dizem amém.

Sabe por que acontece isso? Por que sua fé não está firmada sobre a rocha, mas é como uma folha de bananeira que balança para o onde vento sopra. Não tem consistência.

Se conhecessem o sumo-sacerdócio de Cristo, se entendessem a obra da Cruz, saberiam que o véu se rasgou de alto abaixo e abriu-se assim um acesso entre aquele que crê e o próprio Deus, não necessitando de nenhum mediador na Terra, pois Jesus é o único mediador entre Deus e o homem (I Tm 2:5). Mas não, muito viajam milhares de quilômetros para receber uma oração do pregador que viram na TV, um “ungido”, quase um Messias, pois a oração dele vai mudar a vida daquele que crê, e se vier acompanhada de uma “semente” (financeira) aí que os encostos não resistirão mesmo a tamanha fé! Será?

Acham um absurdo a idolatria católica com suas procissões infindáveis, mas se espremem em shows góspel, andam quilômetros em “marchas para Jesus” usando suas camisas com nomes de artistas atrás de lideres que só fazem politicagem, fazem fila para conseguir um autógrafo de seu cantor góspel favorito (e ai daquele que criticar os astros góspel, mesmo que suas canções sejam um poço de besteirol), ah, mas os católicos é que são idólatras, nós não somos, afinal de contas colocamos a Palavra góspel, aí fica tudo numa boa.

Falta Bíblia, falta ler, estudar e praticar. Servir a Deus é simples, em resumo é abandonar o pecado e viver segundo a Palavra de d’Ele, o Evangelho é simples, mas vivê-lo exige renúncia, exige abandonar o “eu” e levar minha cruz, amar o próximo, perdoar, andar na contramão do mundo, mas acreditar nisso pra que? Se o pastor da televisão disse que Jesus morreu na cruz para que eu fosse rico, feliz e saudável, e ainda provou essa tese ao exibir vários testemunhos de “vitória financeira”, ora ora, é isso que eu quero!!! É claro que eu creio, estou vendo!!!! Dizem.

É necessário voltar às Escrituras,  Jesus se revelou a nós através da Bíblia e o Espírito Santo nos guia a toda a verdade, precisamos incentivar a leitura e o estudo da Palavra de Deus em nossa casa, na igreja, precisamos ser corajosos como Lutero, romper com os dogmas humanos e enfrentar as influências demoníacas nas mentes das pessoas, através de oração, da pregação do Evangelho da Cruz.

A Bíblia é a Palavra de Deus, é nosso escudo, é uma espada contra as artimanhas de Satanás, nossa fonte de conhecimento de Deus, de sabedoria. É a Revelação escrita do amor de Deus derramado em Cristo Jesus, é um tesouro, uma fonte inesgotável de vida. Ame-a, esmere-se em buscar conhecer mais a Deus, procure viver Seus princípios, e desfrute da maravilhosa Graça que Ele nos concedeu.

“Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios” (I Tm 4:1)

Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (II Tm 2:15).

Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra” (II Tm 3: 16,17).

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Carta de Campina Grande – O compromisso da Igreja com o Evangelho Genuino

Carta de Campina Grande – O compromisso da Igreja com o Evangelho Genuino

Na noite de encerramento do 16º Encontro para a Consciência Cristã, nesta terça-feira (04/03/2014), todos os 32 preletores do evento lançaram um documento, a “Carta de Campina Grande”. Nele, os palestrantes reafirmam e reasseguram o seu compromisso com o genuíno Evangelho de Cristo, sua defesa e sua pregação por todo o Brasil e todo o mundo.
 
Nós, do Pregando a Verdade, concordamos em 100% com essa carta e assumimos o compromisso de buscar viver esse evangelho com todas as nossas forças!

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OS 10 PRINCIPAIS ERROS DE UMA PREGAÇÃO NEOPENTECOSTAL

OS 10 PRINCIPAIS ERROS DE UMA PREGAÇÃO NEOPENTECOSTAL

 

Antes de qualquer coisa gostaria de afirmar que acredito que boa parte dos pastores neopentecostais  amam a Cristo e desejam de servi-lo com integridade, honestidade e compromisso. Entretanto, em virtude do desconhecimento das Escrituras, além é claro de não terem sido qualificados para a pregação, cometem erros que muitas das vezes contribui com a maculação da mensagem. Nessa perspectiva não são poucas as ocasiões em que os pregadores neopentecostais erram feio passando aos seus ouvintes percepções equivocadas das Escrituras Sagradas.
Isto posto, gostaria de elencar aquilo que considero os 10 principais erros de uma pregação neopentecostal:

1-) Alegorização das Escrituras

Uma das principais características do pregador neopentecostal é o uso de alegorias em seus sermões. É comum por exemplo observamos muitos dos pastores neopentecostais dizendo aquilo que as Escrituras não ensinam. Outro dia eu ouvi um “Apóstolo” ensinando que os Jebuseus, heteus e amorreus (Dt 7:01; 20:17; Js 3:10) simbolizam, o diabo, a carne e o mundo. Para o pregador em questão toda vez que a bíblia faz menção aos amorreus, (Marcos 2: 3-12) significa que Deus deseja a morte do “eu”. Noutra ocasião soube de um pregador que ensinou que os amigos do paralítico curado por Jesus simbolizavam, amor, compaixão, misericórdia e companheirismo.
Caro leitor,  por favor pare e pense: não é isso que a Bíblia ensina não é verdade? O pregador poderia até dizer que os amigos do paralítico agiram com amor, compaixão, misericórdia, companheirismo e muito mais. Todavia, afirmar que os quatro representavam isso é demais da conta, não é mesmo? Quanto aos amorreus é uma forçação de barra  descomunal. Dizer que estes simbolizavam a morte do “eu” é demonstrar nenhum conhecimento de hermenêutica e exegese.
Alegorizar as Escrituras é um método de interpretação muito perigoso. O reformador alemão Martinho Lutero foi um grande defensor do método literal, em contraposição ao método alegórico que predominou na idade média.  Lutero dizia:  “As escrituras devem ser mantidas em seu significado mais simples possível e entendidas em seu sentido gramatical e literal, a menos que o contexto claramente o impeça”. João Calvino como Lutero, também rejeitava a interpretação alegórica das Escrituras. O reformador francês ressaltava o método histórico e gramatical, a natureza cristológica, o ministério esclarecedor do Espírito Santo e o correto tratamento das tipologias no Antigo Testamento

2-) Ausência de uma hermenêutica Bíblica

Um dos maiores problemas dos pastores neopentecostais  é a falta do conhecimento das regras da Hermenêutica Bíblica para a pregação da Palavra. Em virtude disso  é extremamente comum ouvirmos absurdos, que, muitas vezes, acabam causando enormes contradições doutrinárias e até mesmo as famosas “heresias de púlpito”.
A expressão Hermenêutica provém da palavra grega “hermeneutike” que, por sua vez, se deriva do verbo “hermeneuo“, significando: a arte de interpretar os livros sagrados e os textos antigos. Segundo a história Platão, foi o primeiro a utilizar essa palavra. A hermenêutica forma parte da Teologia exegética, ou seja, a que trata especificamente da interpretação das Escrituras.À luz desta afirmação gostaria de levá-lo a refletir comigo sobre os princípios hermenêuticos usados por Calvino:1º – Calvino Renunciou a alegorias  entendendo serem elas armas de deturpação do sentido das Escrituras.
2º   Calvino costumava enfatizar o sentido literal do texto.
3º   Ele acreditava que o ministro deveria ser inteiramente dependente da operação do Espírito Santo para a correta interpretação da Bíblia.
4º   Ele valorizava o estudo das línguas originais para melhor compreensão do ensino sagrado.
5º   Ele cria numa tipologia equilibrada, evitando impor a textos vetero-testamentários simbolismos que eles não suportam.
6.   E por fim ele acreditava que a melhor forma de se interpretar a Bíblia é a própria Bíblia.

3-) Exagero nas expressões coloquiais e chavões eclesiásticos

Uma das práticas pentecostais mais comuns é uso de chavões. Confesso que ouvir alguns dos nossos pastores pregando é um verdadeiro desafio. Se não bastasse o constante atentado ao vernáculo, suas mensagens estão repletas de expressões e chavões. É comum em meio às pregações ouvirmos: “Este varão é canela de fogo. Aquela irmãzinha que caiu no rétété. Deus desenrolou o mistério pro vaso? Eita manto, né? Não dá mole não que o chicote queima irmão! Ah! graças a Deus que eu conquistei a minha rebeca! Sim, porque jovem solteiro é treva, irmão! Tá amarrado! A abençoada é uma jovem crente! Consegui fugir dessa Jezabel que era laço! Julgo desigual não vale! É benção. Misericórdia! Oh glória! Somos cabeça, não cauda. Determine a benção! Quando eu era do mundo… Queima! Geração apostólica. Amém ou não amém? E diga  para a pessoa que está ao seu lado. Repita comigo! Pois é, em pregações deste tipo se gasta muito mais tempo usando os jargões evangélicos do que se proclamando a Palavra de Deus. Na verdade, boa parte dos pastores demonstram ao longo da aplicação da mensagem um completo despreparo teológico, optando assim escancaradamente pelo uso invariável de chavões.Isto posto, é impossível não nos lembrarmos de homens como o Dr. Martin Lloyd-Jones. Nos cultos que pregava, centenas de pessoas eram atraídas pela pregação expositiva da Palavra de Deus. O doutor, como era chamado, levava muitos meses, até mesmo anos, a expor um capítulo da Bíblia, versículo por versículo. Os seus sermões muitas vezes duravam entre cinquenta minutos e uma hora, atraindo muitos estudantes das universidades e escolas em Londres que encantados ficavam com a pregação do evangelho.Vale a pena lembrarmos daquilo que o reformador francês João Calvino costumava dizer quanto a Palavra de Deus. “A Escritura é a fonte de toda a sabedoria, e os pastores devem extrair dela tudo aquilo que expõem diante do rebanho” Calvino afirmava que através da exposição da Palavra de Deus, as pessoas são conduzidas a liberdade e a segurança da fé salvadora, dizia também que a verdadeira pregação, tem por objetivo abrir a porta do reino ao ouvinte, isto é, em outras palavras o que ele está a nos dizer, é que as Escrituras Sagradas, devem ser o principal instrumento na condução, consolidação e pastoreamento do povo de Deus.

4-) O uso e a miscigenação de textos bíblicos com textos bíblicos fora de contexto

Essa é uma prática muito comum entre os pregadores neopentecostais. Para fundamentar sua teologia os pastores em questão misturam textos variados usando-os fora de contexto para justificar seus ensinos equivocados. Nessa perspectiva por exemplo é comum o pregador neopentecostal ao ensinar sobre sobre um determinado assunto usar versos isolados das Escrituras, misturando-os segundo seu próprio entendimento, criando assim distorções doutrinárias das mais sérias. O interessante é que dificilmente você encontrará um pregador neopentecostal pregando as Escrituras de forma expositiva, até porque, se pregasse expositivamente ele não teria como sustentar seus ensinamentos.

5-) A forte ênfase na satisfação das necessidades humanas

Uma das principais ênfases da pregação neopentecostal é a satisfação das necessidades humanas. O púlpito neopentecostal não fala do pecado, das consequências dele, da salvação pela graça mediante a fé em Cristo Jesus, bem como das doutrinas fundamentais a fé cristã. Antes pelo contrário, no púlpito neopentecostal não há espaço para as doutrinas da graça, mesmo porque o foco principal do pastor neopentecostal é satisfazer o cliente.
Caro leitor, se fizermos uma análise dos cultos neopentecostais chegaremos a conclusão que boa parte do tempo da reunião é focado exclusivamente no homem e em suas necessidades.

6-) Foco constante em autoajuda e no bem estar humano

Os púlpitos neopentecostais  estão repletos de pregadores que abandonaram a exposição das Escrituras em detrimento a técnicas de autoajuda. Nessa perspectiva é comum encontrarmos nas homilias neopentecostais ênfases quase que exclusivas na satisfação humana, para tanto, tornou-se comum por parte dos pastores neopentecostais o uso de técnicas de psicologia e psicanálise em suas homilias. Pois é, a impressão que tenho é que alguns pregadores em nome da “satisfação humana” abdicaram da mensagem da Cruz tornando-se   mestres de autoajuda, afagadores do ego. 7-) Ausência das principais doutrinas cristãs como salvação pela graça, perdão de pecados e vida eterna
O pregador neopentecostal não prega sobre as principais doutrinas do Cristianismo. No púlpito neopentecostal não encontramos qualquer tipo de menção a doutrinas como Salvação pela graça, Imputação de pecados, volta de Cristo, destino eterno dos homens, juízo final e muito mais.

8-) Foco em riquezas e prosperidade

O pregador neopentecostal não tem outro tipo de pregação a não ser aquela que foque em  prosperidade, riqueza material e sucesso. No púlpito neopentecostal tudo está relacionado ao aqui e agora, e  o foco da mensagem é a satisfação humana. Para o pregador neopentecostal o que mais importa é a bênção de Deus sobre todos aqueles que invocarem poderoso nome do Senhor.

9-) Ausência do Evangelho

No púlpito neopentecostal prega-se tudo menos o evangelho. Nessa perspectiva dificilmente encontramos o pregador pregando sobre pecado, arrependimento, fé e necessidade de salvação. A mensagem do Evangelho para o pregador neopentecostal relaciona-se diretamente as bênçãos de Deus e nunca a necessidade de arrepender-se de salvação e vida eterna. 10-) A super valorização do poder do diaboAlguns pregadores neopentecostais enxergam o diabo em tudo. Os pastores em questão construíram em suas mentes a ideia de que a vida é um grande conflito entre forças opostas.
O Movimento neopentecostal tem contribuído efetivamente com a propagação deste conceito, concedendo a Deus e o diabo; pesos idênticos. Para estes, a vida é uma grande trincheira, onde satanás e o nosso Deus lutam de igual para igual pelas almas da humanidade. Esta afirmação aproxima-se em muito da antiga heresia conhecida como maniqueísmo que ensinava que o universo é dominado por dois princípios antagônicos e irredutíveis: Deus ou o bem absoluto, o Diabo ou o mal absoluto. Infelizmente por considerar o bem e mal, como forças idênticas em peso e poder, os pregadores desta doutrina rejeitam a soberania de Deus sobre o inimigo de nossas almas.
Caro leitor, as Escrituras Sagradas em momento algum nos mostram um mundo dualista onde bem e mal protagonizam batalhas pirotécnicas cujo final é imprevisível. Antes pelo contrário, ainda que a Bíblia nos mostre as ações ardilosas de nosso inimigo, os quais não devem ser desprezadas, ela jamais trata do diabo como alguém que tem poder para se opor a vontade soberana de Deus.
Por favor, pare, pense e responda: Quem está regendo os acontecimentos na terra, Deus ou o diabo? Quem reina majestosamente no céu, Deus ou o diabo? Quem a Bíblia diz que estabelece e destitui reis, conforme a sua soberana vontade?
Ora, a visão de Deus reinando de seu trono é repetida nas Escrituras inúmeras vezes (I Rs 22.19; Is 6.1; Ez 1.26; Dn 7.9; Ap 4.2). Na verdade, os muitos textos bíblicos possuem a função de nos lembrar em termos explícitos, que o SENHOR reina como rei, exercendo o seu domínio sobre grandes e pequenos. O senhorio de Deus é total e nem mesmo o diabo pode deter seu propósito ou frustrar os seus planos.
Os neomaniqueistas sem que percebam rejeitam o governo de Deus na história, fundamentando sua fé em achismos e impressões absolutamente antagônicas ao ensino bíblico. Nas doutrinas neomaniqueistas, Caim virou Vampiro, portais dimensionais se abriram, trazendo a tona lobisomens, dentre outras lendas e superstições absurdas. Além disso, batalhas hercúleas são travadas a cada dia no mundo espiritual por Deus e o diabo, demonstrando assim o “quão forte e poderoso é o inimigo de nossas almas”.
Caro leitor, Jesus Cristo é o libertador e rei triunfante, é o autor e consumador de nossa fé, o Senhor da gloria. Sobre ele satanás não teve controle, nem tampouco poder. Através da morte na cruz , Cristo quebrou as forças opressoras do diabo, transportando-nos graciosamente para o Reino de Deus Pai. A guerra já foi vencida! Louvado seja o seu santo nome por isso! Satanás não tem poder sobre os eleitos de Deus! Somos de Cristo, e com Cristo viveremos por toda eternidade!

Extraído do blog do Pr. Renato Vargens:  http://renatovargens.blogspot.com.br/2013/10/os-10-principais-erros-de-uma-pregacao.html

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Deus tem uma porta aberta para você!

Deus tem uma porta aberta para você!

porta aberta

A paz do Senhor!

Hoje quero falar um pouco sobre um versículo muito conhecido e descontextualizado de Apocalipse 3:8:
Conheço as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar;

Via de regra, quando esse texto é lido, na sequencia começa uma rajada de promessas e profecias de que Deus abriu uma porta de emprego, prosperidade sem medida, que aquilo que Deus preparou pra te dar ninguém pode impedir. Colocam esse versículo em um contexto de toda sorte de bens materiais e sequer tem o cuidado de analisar o que o texto quis dizer.

Quando João, orientado pelo Senhor escreve o Apocalipse, ele mostra a glória de Cristo ressurreto ao lado do Pai. Em Apocalipse, o Cristo de Deus é apresentado como o vitorioso e não por acaso, Ele triunfou na Cruz e nos deu a salvação eterna. Logo, seria pouco provável, para não dizer impossível, o próprio Jesus prometer bens materiais ou um emprego melhor. Ele não morreu na Cruz do Calvário para isso!

Quando Cristo manda João escrever a igreja de Sardes, que tinha uma porta aberta para eles, dizia de si mesmo. Cristo é a porta que nos conduz à salvação e isso não pode ser revogado. Foi conquistado através de sua morte na Cruz e não há como alterar a verdade desse fato.

Vejamos alguns versículos que apontam para a ideia de que Jesus, o Cristo é a nossa porta para a salvação:

Cristo é a porta das ovelhas, que nos leva à salvação da alma

Tornou, pois, Jesus a dizer-lhes: Em verdade, em verdade vos digo que eu sou a porta das ovelhas.Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não os ouviram.Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens. João 10:7-9

Cristo é a porta estreita, que conduz à vida

Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela;E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem. Mateus 7:13-14

Um dia essa porta se fechará

E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta. Mateus 25:10

A parábola das dez virgens, tratada acima, mostra que na ocasião da volta de Jesus, algumas igrejas deixaram de cumprir a vontade do Espírito Santo e por isso não estavam prontas para a eternidade. Quem busca satisfazer suas vontades, viver bem sobre essa terra, ouvir os falsos profetas que só sabem alimentar os orgulhosos certamente deixará o Espirito Santo em segundo plano.

Cristo é a certeza de nossa salvação, pois Ele é o nosso mediador e advogado diante do Pai, o único Caminho que nos religa a Deus e garante a vitória daqueles que entram por Ele.

Que Deus te abençoe!

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