Mês: Janeiro 2013

Uma carta sincera ao Senhor

Uma carta sincera ao Senhor

 

Carta-caminha

A paz do Senhor!

Hoje decidi escrever uma carta para Deus.
Não sei se desabafei ou se simplesmente inventei alguns trechos, mas posso garantir que foi escrita com muita sinceridade. Te encorajo a fazer o mesmo, o final pode ser muito mais gratificante que você imagina.

 

Meu Deus, 

Tenho a plena certeza de que o Senhor é real e que está comigo em todos os momentos de minha vida. Nos bons, me ensinando a aproveitá-los e a desfrutar do bem que o Senhor me concede. Nos maus, simplesmente se fazendo presente, muitas vezes em silêncio, apenas me abraçando, não com um abraço físico, mas com o consolo do Espírito Santo.

Muitas vezes tentei imaginar o por que de algumas coisas ruins em minha vida, mas o teu Espírito me “retruca” perguntando: “Por que não você?’. E nesses momentos me lembro que se o Senhor está permitindo que eu passe por algo que aos meus olhos não é bom é porque de alguma forma, o vaso tem de ser moldado e como tudo, depois que o vaso pega a forma e “seca”, qualquer remodelagem gera rachaduras que danificam sua estrutura.
Aprender a glorificar o Teu nome em meio ao sofrimento é muito difícil, mas totalmente possível, caso contrário nosso Senhor Jesus não teria ido até o fim na cruz do Calvário, Paulo não teria sofrido tudo o que sofreu por amor ao Evangelho, Pedro e os demais apóstolos não teriam dado suas vidas em favor da pregação da Palavra.

Pai, me perdoe por muitas vezes me omitir e não defender Tua Noiva como deveria, deixando que alguns abusados flertem com ela e algumas vezes sujem o nome de sua Amada. Sei que não serei o novo John Huss, John Wycliffe, Calvino, Lutero entre outros que defenderam a Tua Igreja com a própria vida, mas poderia, sim, ser uma voz profética, nesse mundo sujo e anunciar a Palavra que liberta enquanto esperava na fila do pão, do hospital, no metrô, no ônibus ou em qualquer outro lugar, mas nem sempre tenho a coragem que deveria.

Vira e mexe me questiono acerca de sua Graça, afinal, por que o Senhor decidiu me escolher? Um pecador, inimigo da cruz de Cristo e por isso seu inimigo. Mas quando penso nisso, o teu Santo me lembra que não devo entendeu o teu trabalhar e sim trabalhar Contigo para alcançar os escolhidos que ainda estão perdidos e espalhados pelo mundo. Saber que o Senhor é quem me impulsiona e me dá forças para continuar é o combustível que não me deixa parar, que me motiva a cumprir a grande comissão e Te fazer conhecido. Antes de declarar que Tu és o Senhor do Brasil, quero apresentar o Senhor ao Brasil.

O Senhor conhece meu coração e sabe que mesmo sem querer a fama, as vezes minha carne fala mais alto e clama por aplausos. Muitas vezes é necessário um maior esforço para apontar os holofotes para Ti, pois a minha vontade carnal é trazê-los para mim. Mas continuarei buscando o maior título que um ser humano pode receber: SERVO, de preferência INÚTIL, pois este faz apenas o que o Senhor manda.

Só posso te agradecer por tudo que o Senhor fez em minha vida até hoje. Tens me dado saúde, mas em alguns momentos me deixa adoecer. Tens me sustentado, mas algumas vezes me falta o que comer. Tens me usado, mas em algumas situações me sinto sozinho na batalha.
Posso dizer de boca cheia que o Senhor é fiel, não a mim, mas a sua Palavra que é a Verdade que me resgatou, libertou e salvou. Isso para mim já vale mais que qualquer fortuna, fama ou qualquer outro bem material.

Para encerrar essa carta, quero Lhe fazer um único pedido: Que o Senhor me molde à Tua vontade e forje o caráter de Cristo em mim, pois só assim eu serei mais que um chamado, serei um dos teus escolhidos!

Teu servo inútil, Thiago Schadeck

Compartilhe com seus amigos Compartilhe com seus amigos

O preço da fidelidade

O preço da fidelidade

“E os três homens, vestidos com seus mantos, calções, turbantes e outras roupas, foram amarrados e atirados na fornalha extraordinariamente quente” (Dn 3:21).

O capítulo 3 do livro de Daniel contém um dos episódios mais lembrados do Antigo Testamento. Sadraque, Mesaque e Abede-Nego são os personagens mais notáveis da narrativa. Eles eram homens de muita inteligência e entendiam, com muita profundidade, a cultura e a ciência babilônica, apesar de serem judeus (1:17). Ainda jovens, eles foram levados cativos para Babilônia e logo nos primeiros dias de sua estada ali, não cederam à tentação de se contaminar com a comida e com a bebida do rei (vv.8-15). Mas é no capítulo em questão que estes bravos homens de Deus atravessam a adversidade mais cruel de suas vidas. É uma verdadeira “prova de fogo”.

Tudo começou quando o rei Nabucodonosor mandou fazer uma enorme estátua de ouro e decretou uma lei que exigia que todos os que ouvissem o som da trombeta, do pífaro, da cítara, da harpa, do saltério, da flauta dupla e de toda espécie de música, se prostrassem e adorassem a dita estátua (3:5). A punição para os desobedientes a tal lei era a morte na fornalha em chamas (v.6). Em contrapartida, os que se curvassem a ela tinham a garantia de uma vida aparentemente tranqüila. O problema, é que aquela lei feria um princípio insubstituível das Escrituras: Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo na terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto (Êx 20: 4-5a).

Defender princípios bíblicos num mundo sem pudor não é tão simples quanto gostaríamos que fosse. Andar na contramão de uma sociedade egoísta, depravada, avarenta, pornográfica e violenta, é uma característica de poucos. Bem mais desanimador é o fato de que pouquíssimas pessoas estão dispostas a padecerem qualquer espécie de sofrimento para defenderem a fé que de uma vez por todas foi entregue aos santos (Jd 1:3). Ser fiel em meio a uma sociedade infiel ou honesto em meio à corrupção, falar a verdade quando a maioria profere mentiras, dizer “não” quando todos dizem “sim” ou dizer “sim” quando todos dizem “não”, exige um preço alto a ser pago.

Talvez não tivéssemos a ousadia de dizer “não” à lei do rei babilônico. É possível que, à semelhança do que fez a grande massa populacional da época, tivéssemos humildemente inclinado a nossa cabeça e, ajoelhados, adorado a um objeto produzido por mãos humanas e, consequentemente, traído o nosso Deus. Porém, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego agiram diferente: …fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste (v.18). Se o rei lhes tivesse perguntado se estariam dispostos a pagar o preço por essa atitude corajosa (ou suicida, na visão de alguns), eles certamente diriam que sim! O preço da fidelidade, nesta situação, era a morte.

A pergunta que não quer calar é: “quem está disposto a pagar o preço da fidelidade?” Se esta pergunta fosse direcionada especificamente a você, qual seria a sua resposta? Os três personagens aqui citados foram condenados por declararem obediência ao Deus que serviam. Eles não escaparam da fornalha, mas na fornalha (vv.24-25)! Todos os soldados valentes que declaram fidelidade ao seu comandante, Cristo, serão por ele assistidos! Isso, todavia, não significa que os fiéis serão imunes ao preconceito, à dor, à resistência ou à morte. Sadraque, Mesaque e Abede-Nego foram livres na fornalha babilônica, mas Paulo não teve a mesma sorte na prisão romana (2 Tm 4:6).

Deus estará ao seu lado quando você rejeitar as idéias promíscuas dos ditos “amigos”; e quando você recusar participar das tramóias sugeridas pelos chefes da empresa; e quando você disser “não” às propostas sedutoras, cujo fim é o adultério e a fornicação; e quando você confrontar as convicções heréticas, as quais desnorteiam as mentes das pessoas da verdade do evangelho. Por causa da sua firme convicção na Palavra, você estará sujeito a sofrer perseguições. Mas seja fiel, pague o preço e Deus lhe honrará de modo tremendo!

Fonte: FUMAP.

Compartilhe com seus amigos Compartilhe com seus amigos

O perigo do culto sem pregação

O perigo do culto sem pregação

Por Eudoxiana Canto Melo

Há alguns anos, ouvi a respeito de um show que uma cantora gospel realizara num grande templo evangélico, na cidade de São Paulo: “Foi tão bom que nem precisou de pregação!” Infelizmente, esse menosprezo pela exposição da Bíblia tem se tornado cada vez mais comum. Em contrapartida, ouço pessoas declarando amor por Cristo. Penso que o amor a Deus implica confiança nele; esta, por sua vez, implica a tentativa de obedecer-lhe, que é uma atitude de quem valoriza o que ele diz em sua palavra. Não sou contra que se declare amor por Cristo, mas me assusta a contradição entre a facilidade com que tanta gente confessa amá-lo e o menosprezo que tantos demonstram pela pregação das Escrituras nos cultos.

Há uma afirmação de C. S. Lewis que tem muito a ver com essa contradição: “Não há sentido em dizer que confiamos em tal pessoa se não aceitamos seus conselhos”. De fato, confiar implica ouvir e valorizar o ensino da pessoa que consideramos confiável. Se dizemos amar a Cristo e confiar nele, é de se esperar que queiramos ouvir e aceitar o que ele tem a dizer. Ora, se o ensino e os conselhos de Cristo estão na Bíblia Sagrada, é indispensável a exposição fiel de seu conteúdo, no culto, para que o conteúdo dos louvores, da oração, da oferta permaneça fiel à verdade nela revelada.

Se pensarmos o quanto a saúde espiritual da igreja depende do ensino e da pregação fiel das Escrituras, veremos o quanto é preocupante descartarmos esse momento do culto e aceitarmos que seja substituído por algum falatório vazio ou algum entretenimento. É como dizer a Cristo: “Tu és meu Senhor, meu amigo, mas não preciso dos teus conselhos”. Conscientemente, alguém que professe ser cristão não diria isso a Deus. Mas é exatamente o que lhe dizemos, quando desprezamos a exposição da Bíblia Sagrada; não importa quantas declarações de amor cantemos para ele. Na verdade, se lhe dizemos isso com nossas atitudes, ele ainda não é nosso Senhor, nem nosso amigo.

Deus jamais aceitará um culto sem o conteúdo de sua palavra. Isso nos dá o dever de repensar o valor da pregação, pois quando esta é descartada ou quando seu conteúdo não tem compromisso com a palavra de Deus, toda a adoração torna-se vulnerável a conteúdos corrompidos por falsos ensinos. Precisamos, urgentemente, que Cristo volte a ser o centro da nossa vida, que volte a ser o centro da nossa oração, da nossa pregação, do nosso louvor, de toda oferta que depositamos diante dele.

Sem Jesus, faz algum sentido nos reunirmos para celebrar? O Cristo a quem temos declarado amor é o Deus das Escrituras ou algum que inventamos? Se a pregação da palavra de Deus nos for negligenciada, nosso culto, consequentemente, se esvaziará do conteúdo que deve fundamentá-lo: a verdade. Considerando isso, estamos diante de um sério perigo, pois Jesus afirmou ser a própria verdade (Jo 14.6); também orou ao Pai: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17). Ele é a verdade, a palavra de Deus encarnada, revelada na palavra de Deus escrita, a Bíblia Sagrada. Portanto, onde não há palavra de Deus, não há verdade, e onde não há verdade, não há Cristo.

Fonte: FUMAP.

Compartilhe com seus amigos Compartilhe com seus amigos